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Em nome dos pobres

· Na inauguração da Expo o Papa denunciou o paradoxo da abundância e a cultura do desperdício ·

Protagonistas devem ser os homens e as mulheres que têm fome

Francisco voltou a denunciar «paradoxo da abundância» e a «cultura do desperdício», invocando «uma mudança de mentalidade» para realizar «um modelo de desenvolvimento equitativo e sustentável».

Dirigindo-se em ligação vídeo aos participantes na inauguração da Expo de Milão, a 1 de Maio, o Pontífice falou da Exposição como de «uma ocasião propícia para globalizar a solidariedade», convidando a acompanhar a reflexão sobre o tema «Alimentar o planeta, energia para a vida» com a «consciência dos rostos de milhões de pessoas que todos os dias têm fome, que hoje não se alimentarão de modo digno de um ser humano». Uma «presença escondida, mas que na realidade deve ser a verdadeira protagonista deste evento».

A tal propósito, o Papa convidou a descobrir de novo a consciência de que «os nossos gestos diários, a todos os níveis de responsabilidade», têm sempre «um impacto sobre a vida de quantos, perto ou longe, sofrem a fome». Assim, também a Expo alimentará o «paradoxo da abundância» se perder de vista esta realidade e obedecer à lógica da cultura do desperdício».

Depois, convidou todos os agentes e pesquisadores que trabalham no campo alimentar: eles precisam de «sabedoria e coragem» para corresponder à «grande responsabilidade» que lhes foi confiada. «Faço votos – disse o Papa – de que esta experiência permita aos empresários, comerciantes e estudiosos sentir-se parte de um grande programa de solidariedade: alimentar o planeta no respeito por cada homem e mulher e pelo ambiente natural». Trata-se de «um grande desafio ao qual Deus chama a humanidade do século XXI: finalmente deixar de abusar do jardim que Deus nos confiou, para que todos possam comer dos frutos deste jardim». Um programa que «dá plena dignidade ao trabalho de quem produz e de quem pesquisa no campo alimentar»; e concluiu lançando um apelo a nunca deixar faltar «pão e dignidade a cada homem e mulher».

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22 de Outubro de 2019

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