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Em comunhão e com franqueza

· ​Na missa conclusiva o Papa traçou um primeiro balanço dos trabalhos do sínodo dos bispos dedicado aos jovens ·

«Trabalhamos em comunhão e com franqueza, com o desejo de servir Deus e o seu povo», disse o Papa traçando um primeiro balanço do sínodo dos bispos sobre os jovens, inaugurado a 3 de outubro e encerrado depois de três semanas, no dia 28, com a missa na basílica de São Pedro.

Na homilia da celebração, o Papa reiterou a vontade da Igreja de se pôr à escuta dos jovens «com amor», porque «Deus é jovem e ama os jovens». Por isso, convidou a ter «um coração dócil à escuta», dirigindo um pedido diretamente aos jovens, «em nome de todos nós, adultos: desculpai, se muitas vezes não vos escutamos» e «em vez de vos abrir o coração, vos enchemos os ouvidos».

Uma segunda atitude indicada por Francisco foi a da «proximidade» que significa «levar a novidade de Deus à vida do irmão». Eis, para o Pontífice, «o antídoto contra a tentação das receitas prontas» e contra o risco do doutrinalismo e do ativismo. «Nós — afirmou — queremos imitar Jesus e, como Ele, sujar as mãos», tornando-nos «portadores de vida nova».

Por fim, o Pontífice exortou ao testemunho, recordando que «não é cristão esperar que os irmãos inquietos batam às nossas portas; somos nós que devemos ir ter com eles», levando Jesus e não «nós mesmos, as nossas “receitas”, as nossas “etiquetas” na Igreja».

Também no Angelus, recitado no final da celebração, o Papa falou da experiência sinodal, definida «um tempo de consolação e de esperança» ritmado pela escuta e pelo «discernimento comunitário». Depois da prece mariana, na praça de São Pedro ressoaram também as palavras de pesar do Pontífice pelo «desumano gesto de violência» ocorrido na sinagoga de Pittsburgh.

Na tarde de 27 de outubro, durante a última congregação geral da assembleia, Francisco tinha tomado a palavra após a votação do documento final — cujo texto foi aprovado pela grande maioria dos padres — para reiterar que o sínodo é «um espaço protegido para que o Espírito Santo possa agir» e para garantir que o texto derivado da ponderação dos padres ainda precisa de estudo e reflexão. O Papa lançou também um novo apelo à oração e à penitência, para defender a Igreja contra a «perseguição» e as «contínuas acusações» às quais está submetida. «É um momento difícil— reconheceu — porque quando nos ataca, o Acusador ataca a Mãe, mas na Mãe não se toca».

Palavras do Papa depois da votação sobre o documento final  

Homilia da missa conclusiva  

Angelus dominical  

Edição em papel

 

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Praça De São Pedro

20 de Outubro de 2019

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