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Em casa de Manoel José e Maria Luisa

Escolheu um dos cantos mais esquecidos do mundo para exortar os poderosos da terra à solidariedade e à justiça social, uma daquelas periferias para a qual está a chamar a atenção da Igreja desde o início do seu pontificado. Na manhã de quinta-feira 25 de Julho, quarto dia da sua viagem ao Brasil, o Papa Francisco foi à favela da Varginha, encontrando os habitantes, rezando na sua igreja, visitando uma família e falando no campo de futebol, onde uma antiga pupila do futebol brasileiro, Jairzinho, treina cerca de setenta crianças e jovens dos 6 aos 17 anos para os subtrair dos perigos da estrada. Na Varginha vivem cerca de três mil pessoas: com efeito, é  impossível manter uma contabilidade actualizada dos habitantes desse conjunto de casas muito pobres, normalmente construídas com material descartado, que estão a proliferar e em continua expansão. Amontoados de chapas e tijolo, construídos sem esgotos,  sem estradas asfaltadas nem energia eléctrica. A Varginha surgiu assim, de um dia para outro, nos anos quarenta do século XX, quando na área de um antigo depósito de lixo situada entre uma artéria muito transitada e uma antiga refinaria, migrantes e desabrigados provenientes de todos os lados do Brasil construíram as suas «palafitas».

Ao chegar, o Papa foi acolhido pelo pe. Márcio Queiroz, responsável da capela de São  Girolamo Emiliani (que depende da paróquia de Nossa Senhora de Buonsucesso de Inhaúma) e director das comunicações da Jornada mundial da juventude. Depois de ter percorrido a pé um breve trecho entre poças de água e lama, o Papa Francisco entrou na casa de Manoel José e Maria Luisa da Penha, no porta número 81. A casa pintada de amarelo estava enfeitada com balões coloridos e com uma foto do hospede ilustre.  Mas as escritas mais antigas testemunham a fé simples dos donos de casa, capazes de acolher também os familiares e amigos que se apresentaram de repente, quando souberam da visita do Papa. E ele não os decepcionou: ficou cerca de dez minutos com eles, num ambiente muito estreito, não mais de vinte metros quadrados, conversando com cada um dos presentes, pegando ao colo os mais pequenos e abençoando-os, tirando uma foto para recordação e, enfim recitando, o Pai-Nosso e a Ave-Maria.

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27 de Janeiro de 2020

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