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Porquê os estupros

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O estupro é uma das armas mais eficazes durante as guerras, por isso é praticado de modo tão intenso. É também um tipo de violência que não tem somente um efeito imediato no hoje, mas faz sentir as suas consequências ainda por muito tempo depois. Podemos dizer que hipoteca o futuro. Ele é-nos explicado, com grande clareza e lucidez, por uma irmã congolesa que trabalha na assistência às mulheres estupradas no seu país. Não mencionaremos o seu nome para a proteger de eventuais represálias no perigoso contexto no qual vive e trabalha.

as vestes usadas pelas mulheres violadas durante a guerra no Kosovo expostas no estádio de Pristina (Ap)

A tortura de mulheres e crianças é muitas vezes uma arma para perpetrar genocídios em situações de ocupação. Com frequência os organismos oficiais encobrem os efeitos de uma situação real.

As violências são uma maneira para afugentar as populações por parte do terrorismo. Às aldeias abandonadas chegam imediatamente não-indígenas, muitas vezes protegidos em nome das minorias. Por conseguinte, beneficiando da proteção dos organismos internacionais, eles estabelecem-se num certo sentido em desvantagem dos habitantes originários, cujo parecer ninguém pede. Isto origina novas causas de conflito.

Mas sobretudo é necessário conseguir identificar com clareza as causas do desastre. Fala-se de rebeldes, de soldados do exército regular, de bandos de criminosos, de lutas entre aldeias ou etnias... A localização das casas incendiadas e das terras mais devastadas tem um denominador comum: são sempre lugares com muitos recursos vitais e jazidas minerais. O processo é o seguinte: primeiro semeia-se a desolação, a população foge, os invasores estabelecem-se e vivem dos recursos deste ambiente ocupado, enquanto os autóctones em fuga são abandonados. São perseguidos, as mulheres e as crianças são violentadas, os homens assassinados... mas em tudo isto não há clareza. Certamente há recursos escondidos que explicam os crimes. É preciso identificá-los verificando quem procura apoderar-se dos recursos existentes. Estamos como que num charco no qual é preciso agitar a água para pescar (silvina pérez).

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25 de Agosto de 2019

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