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Ecologia total

· Francisco interveio no encontro dos presidentes das câmaras municipais sobre mudanças climáticas e escravidões modernas e confiou as próprias esperanças à cimeira de Paris que terá lugar em Novembro ·

A «cultura do cuidado do meio ambiente não é só uma atitude “verde”; significa ter uma atitude de ecologia humana. A ecologia é total». Afirmou o Papa Francisco, no discurso improvisado em espanhol, na tarde de terça-feira, 21 de Julho, durante o encontro que reuniu no Vaticano os presidentes das câmaras municipais das grandes cidades do planeta. A finalidade do simpósio é indicar estratégias para contrastar mudanças climáticas e escravidões modernas. 

No seu pronunciamento o Pontífice evocou a encíclica Laudato si', frisando «que não se pode separar o homem do resto», porque – disse – «existe uma relação que incide de maneira recíproca, quer do meio ambiente sobre a pessoa, quer da pessoa no modo com o qual trata o meio ambiente». E, acrescentou, «um dos aspectos que mais se nota quando a criação não é cuidada, é o crescimento excessivo das cidades», as quais aumentam continuamente «com cordões de pobreza e de miséria». Com este contexto, prosseguiu Francisco, está relacionado também «o fenómeno migratório», porque «o mundo rural não dá oportunidades» a quem nele vive, obrigando a abandonar os campos. Entre as causas desta situação indicadas pelo Papa há «a idolatria da tecnocracia», que por sua vez «leva à destruição do trabalho», criando desemprego.

Outra repercussão dos danos ao meio ambiente tem a ver com a saúde. De facto, está em aumento, recordou, «a quantidade de “doenças raras” que provêm de elementos usados para fertilizar os campos»; sem descuidar depois as consequências nefastas das carências de oxigénio ou de água, acrescentou citando também «a desertificação de grandes regiões».

Ligada ao problema ocupacional e ao fenómeno migratório, está ainda a questão do tráfico, que pode assumir o vulto do trabalho ilegal, mas também o da redução em escravidão, até à exploração sexual de crianças nos países de guerra. E fez votos – repetido no documento final assinado também pelo Pontífice – para que na próxima cimeira de Paris «se consiga um acordo fundamental e de base». O Papa garantiu que tem muita esperança. «Todavia – disse – a Onu deve interessar-se com força por este fenómeno».

Discurso do Papa

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23 de Outubro de 2019

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