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Duas avós dois mundos e um pároco activo

«Um dos poucos privilégios da velhice – escreve Lucetta Scaraffia fazendo a recensão do livro Perfino le stelle devono separarsi (Milão, Feltrinelli, 2013) – é ter algo para contar, mas nem todos o sabem fazer com a leveza jubilosa e a pietas de Chiara Frugoni no seu breve livro de memórias».

Uma infância vivida durante a guerra, no meio de muitas privações, e dominada pelas figuras de duas avós, a rica e a pobre, ambas interessantes e importantes, que desde pequena lhe demonstraram concretamente a diferença das classes sociais. Contudo, um mundo no qual pais e professores, de todas as classes sociais, costumavam castigar as crianças com palmadas, às quais pensavam que tinham muito para ensinar, com bons ou maus modos. Crianças para com as quais prevalece o sentido de responsabilidade, a certeza de ter que lhes dar antes de tudo uma educação, em relação às manifestações afectivas e à protecção incondicionada que hoje são muito difundidas. Mas criança nenhuma duvidava do seu amor.

A religião está sempre presente na vida diária, e não é uma experiência positiva. Salva-se só um pároco empreendedor que leva o teatro e o cinema à cidadezinha montanhosa, ampliando de maneira decisiva a capacidade de imaginação dos camponeses. Mas certamente não falta a modernidade, nestas páginas imbuídas de saudades carinhosas, como revela desde o início o lindo título.

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9 de Dezembro de 2019

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