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Dos destroços à reestruturação da dívida

· Enquanto se tornam cada vez mais insistentes as vozes sobre uma recomposição do Governo grego ·

A Grécia vai em frente, enquanto conta as suas feridas. Manifestações públicas, protestos contra as medidas de austeridade, deixaram marcas. Mas ao mesmo tempo permanece vigilante o compromisso de reconstruir, para evitar que a estrutura económica, agora fase de cansativa construção, caia e se transforme em destroços. Com um efeito dominó através da Europa. De resto a crise grega insere-se num quadro mais amplo, que reflecte uma tendência certamente não confortadora. Ontem o machado de Moody's abateu-se sobre meia Europa. O rating da Itália passou de a2 para a3. Foi reduzido o voto da Espanha, de a1 para a3. Portugal passou de ba2 para ba3. A avaliação de Moody's atingiu também a Eslováquia, Eslovénia e Malta: todos com outlook negativo.

Sempre em relação à Grécia, deve-se ressaltar que até amanhã Atenas deve dar os últimos passos e encontrar 325milhões de euros e no respeitante à despesa pública, esclarecer bem o compromisso de todos os partidos em aplicar o plano, e finalizar o acordo com os credores privados sobre as perdas que sofrerão com a substituição dos  títulos gregos.

Se satisfizer todos os pedidos da Ue, o Eurogrupo de amanhã à noite poderá avaliar a via-livre aos novos empréstimos de 130 biliões de euros. «O voto do Parlamento é só uma das condições a que o Eurogrupo obriga a Grécia antes de desbloquear as ajudas, e estou confiante de que os outros, entre os quais os 325 milhões que faltam, serão respeitados antes da reunião do Eurogrupo de amanhã» afirmou o comissário Ue dos Assuntos económicos e monetários, Olli Rehn. Ele disse que o voto de domingo à noite «demonstra a determinação que prevalece na Grécia, um país que pretende pôr fim a anos de desequilíbrios económicos», depois de um decénio de vida «acima das suas possibilidades». Com a crise económica grega está associada uma situação política bastante frágil». São cada vez mais insistentes as vozes sobre uma recomposição de Governo, enquanto ontem era anunciado que em Abril haverá eleições antecipadas. Deve recordar-se que Pasok, depois da vitória de 2009 tinha a maioria absoluta dos trezentos lugares da assembleia, se encontra, depois da expulsão de «representantes rebeldes», com 131 lugares.

Entretanto a chanceler alemã, Angela Merkel, quis frisar que a Grécia ainda tem à disposição «muitos meios dos fundos estruturais europeus e de outras fontes, que poderiam ser concedidos de modo muito mais flexível em relação a antes». É o caso, esclareceu a Merkel, das pequenas e médias empresas que precisam de capital.

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20 de Setembro de 2019

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