Nota

Este site utiliza cookies...
Os cookies são pequenos arquivos de texto que ajudam a melhorar a sua experiência de navegação no nosso site. Ao navegar em qualquer parte deste site você autoriza a utilização dos cookies. Poderá encontrar maiores informações sobre a policy dos cookies nas Condições de utilização.

Dor e oração pelo bispo Luigi Padovese

· Mensagem de Bento XVI ao núncio apostólico na Turquia ·

O Papa, «profundamente entristecido» pela notícia da morte do bispo Luigi Padovese, vigário apostólico na Anatólia, assassinado na quinta-feira, 3 de Junho, na sua habitação em Iskenderum, na Turquia, exprime os «seus sentidos pêsames» e garante a «sua proximidade na oração» a toda a Igreja local. É quanto se lê numa mensagem, assinada pelo cardeal secretário de Estado, Tarcisio Bertone, que Bento XVI enviou ao núncio apostólico na Turquia, D. Antonio Lucibello.

O Pontífice – continua a mensagem – «une-se a todos vós ao confiar a nobre alma deste amado pastor à infinita misericórdia de Deus, nosso Pai, e ao dar graças pelo testemunho generoso do Evangelho e pelo empenho decidido em prol do diálogo e da reconciliação, que caracterizou a sua vida sacerdotal e o seu ministério episcopal».

Profunda dor foi expressa também pelo Patriarca ecuménico de Constantinopla, Bartolomeu, numa mensagem enviada a Bento XVI. «Com grande dor – lê-se no texto – recebemos a notícia da trágica morte do saudoso bispo Luigi Padovese, que prestou um serviço preciosíssimo à Igreja católica e ao povo de Deus». E, garante Bartolomeu, «depois de ter rezado pelo repouso da alma do saudoso irmão na tenda dos justos com aqueles que agradaram ao Senhor, exprimimos a Vossa muito amada e reverendíssima Santidade a proximidade e os pêsames do Patriarcado ecuménico, e os nossos sentimentos pessoais, pela morte deste excelente bispo, invocando a Cristo nosso Deus», que conceda «o repouso à alma daquele que nos deixou para habitar à sombra do Madeiro do qual brotam as fontes da vida. A sua memória permaneça para sempre».

A figura de D. Padovese como «homem de diálogo» foi também recordada pelo núncio apostólico na Turquia, D. Antonio Lucibello numa entrevista a «ilsussidiario.net». D. Lucibello – que ressaltou como «o aspecto religioso» é «absolutamente alheio» ao homicídio do prelado, assim como não existe alguma correlação com o assassínio de Pe. Santoro – delineou as qualidades humanas e espirituais de um sacerdote, de um bispo que «tinha feito da Turquia a sua escolha ideal, além da sua primeira terra de missão». D. Lucibello recordou, com efeito, como para D. Padovese a missão na Turquia foi «a coroação do interesse sempre demonstrado por esta terra que pode ser sem dúvida considerada a Terra Santa da Igreja. Aqui tudo fala das antigas comunidades cristãs. Depois, tornou-se bispo e por conseguinte membro da Conferência episcopal turca, da qual se tornou presidente. Não posso deixar de recordar a sua vontade e o seu empenho cultural para manter viva a memória dos santos que fizeram grande a primeira cristandade». E o método do testemunho levado adiante por D. Padovese e pelos cristãos na Turquia permanece sempre válido inclusive para o futuro. «Há alguns anos – prosseguiu D. Lucibello – a pequena comunidade católica na Turquia realizou um congresso eclesial, cujo título diz tudo: “Da presença ao testemunho”. Presença significa que os números e as estatísticas minimizam, mas aquilo que mais conta, o testemunho, permanece e graças a Deus torna-se mais forte».

Dor e proximidade na oração foram expressos também pelo assistente-geral da Acção católica italiana, bispo de Palestrina, Domenico Sigalini, que recorda D. Padovese como «um filho de São Francisco, homem meigo, homem de diálogo, um pastor que deu a sua vida para que cresça a semente que estava a plantar nessa terra sempre inquieta, e que hoje é ainda mais, embora seja encruzilhada de culturas e religiões». D. Sigalini fez votos por que «o Senhor seja o prémio deste pastor bom, cordial e sereno, pacífico e pacificador, apaixonado por Jesus e pelo Evangelho», e convida toda a Acção católica «a elevar a Deus orações de sufrágio pela sua alma, pelos cristãos e pela população da Turquia».

Edição em papel

 

AO VIVO

Praça De São Pedro

23 de Setembro de 2019

NOTÍCIAS RELACIONADAS