Nota

Este site utiliza cookies...
Os cookies são pequenos arquivos de texto que ajudam a melhorar a sua experiência de navegação no nosso site. Ao navegar em qualquer parte deste site você autoriza a utilização dos cookies. Poderá encontrar maiores informações sobre a policy dos cookies nas Condições de utilização.

Doentes de abandono

· ​À Pontifícia Academia para a vida o Papa fala de assistência aos idosos e de curas paliativas ·

A doença mais grave para um idoso é o abandono. Vinte e quatro horas depois da audiência geral dedicada aos avós, o Papa voltou a falar da condição das pessoas idosas, denunciando a indiferença que muitas vezes circunda aqueles que «devido à idade, recebem cada vez menos atenção da medicina curativa».

Aos participantes na plenária da Pontifícia Academia para a vida, recebidos na manhã de quinta-feira, 5 de Março, na Sala Clementina, o Pontífice renovou o apelo a «cuidar daqueles que, devido à sua condição física ou social, se poderiam deixar morrer ou “fazer morrer”». E recordou que «evidência e eficiência não podem ser os únicos critérios que governam a acção médica, nem o são as regras dos sistemas de saúde e o lucro». O Estado, afirmou, «não pode pensar em ter lucro com a medicina»; ao contrário, «não há dever mais importante para uma sociedade que o de preservar a pessoa humana».

Segundo Francisco os idosos «precisam antes de tudo das atenções dos familiares, cujo afecto não pode ser substituído nem sequer pelas estruturas mais eficientes ou pelos agentes da saúde mais competentes e caritativos». Quando não são auto-suficientes ou são vítimas de doenças em estado avançado ou terminal, podem ainda beneficiar dos cuidados paliativos «oferecidos como integração e apoio dos cuidados prestados pelos familiares». Trata-se de terapias, recordou, que «têm por objectivo aliviar os sofrimentos na fase final da doença e, ao mesmo tempo, garantir ao doente um adequado acompanhamento humano». Eis o motivo do convite dirigido aos profissionais e aos estudantes «a especializarem-se neste tipo de assistência que não possui menos valor pelo facto de que “não salva a vida”». Com efeito, os cuidados paliativos «realizam algo igualmente importante: valorizam a pessoa». Sob condição de que, esclareceu o Papa, sejam praticados «mantendo íntegro o espírito de serviço e recordando que qualquer conhecimento médico só é deveras ciência, no seu significado mais nobre, se se coloca como auxílio em vista do bem do homem, um bem que nunca se alcança “contra” a sua vida e a sua dignidade».

Discurso do Papa 

Edição em papel

 

AO VIVO

Praça De São Pedro

18 de Agosto de 2019

NOTÍCIAS RELACIONADAS