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​Do mosteiro ao martírio

· ​Em Santander a beatificação de 18 religiosos e religiosas trapistas e cistercienses ·

Aos olhos dos anarquistas o mosteiro cisterciense de Viaceli na Espanha parecia um covil de reacionários e de inimigos da revolução. Por este motivo, a 8 de Setembro de 1936, em plena guerra civil espanhola, o convento foi circundado e ocupado em pouco tempo. Os 38 monges da comunidade foram transferidos para Santander no colégio dos salesianos como prisioneiros. Não contentes, os ocupantes destruíram todas as imagens sacras presentes no mosteiro. Mesmo destino tiveram os objectos de culto. Este episódio foi o prelúdio do martírio de Pío Heredia Zubía e 17 companheiros e companheiras das ordens cisterciense de estreita observância (trapistas) e de São Bernardo, que o cardeal Angelo Amato, prefeito da Congregação para as causas dos santos, em representação do Papa Francisco, beatifica em Santander no sábado 3 de Outubro.

No grupo destes mártires foram inseridas também duas monjas cistercienses, María Micaela Baldoví Trull e María Natividad Medes Ferris, originárias de Algemesí (Valência), pertencentes ao mosteiro de Fons Salutis de Algemesí. Em Julho de 1936 a comunidade cisterciense foi expulsa do mosteiro e a abadessa, Ir. Maria Micaela Baldoví Trull, encontrou refúgio na casa da sua irmã Encarnación. Três meses depois foi descoberta e presa juntamente com a sua irmã no mosteiro transformado em prisão. Na madrugada de 9 de Novembro foram assassinadas no caminho para Valência. Presume-se que tenham sido decapitadas, dado que em 1939, quando foram encontrados os seus despojos, as duas cabeças estavam separadas dos corpos. A Ir. María Natividad Medes Ferris tinha encontrado abrigo na casa do seu irmão José juntamente com dois frades carmelitas, Ernesto e Vicente. Os quatro foram presos no mosteiro de Fons Salutis e fuzilados na madrugada do dia 10 de Novembro.

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16 de Setembro de 2019

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