Nota

Este site utiliza cookies...
Os cookies são pequenos arquivos de texto que ajudam a melhorar a sua experiência de navegação no nosso site. Ao navegar em qualquer parte deste site você autoriza a utilização dos cookies. Poderá encontrar maiores informações sobre a policy dos cookies nas Condições de utilização.

Diversidade e encontro

· ​Em diálogo com José María del Corral, diretor de Scholas Occurrentes ·

Diversidade e encontro: são as duas palavras-chave do projeto de Ciudadanía global que Scholas Occurrentes relança depois do sexto congresso mundial que se encerrou a 29 de maio no Vaticano na presença do Papa. Nesta entrevista ao nosso jornal, José María del Corral — diretor da rede juntamente com Enrique Palmeyro — analisa a atividade de Scholas, indicando os objetivos que a proposta educativa tem em vista.

Quais são as indicações do Papa Francisco sobre as quais construís o caminho futuro de Scholas?

O Papa pede-nos que continuemos, e não só na América Latina, a cumprir a missão e a tarefa de propor a cultura do encontro através da metodologia de Scholas Ciudadanía também noutros continentes. Para todos nós é uma alegria ter levado este projeto à Ásia, à Europa, e ver que há jovens participantes também em Moçambique, na África.

Em que consiste este projeto?

Estamos comprometidos a levar a outros países a experiência que nasceu em Buenos Aires durante o episcopado de Jorge Mario Bergoglio. Scholas põe-na em prática segundo as particularidades de cada lugar — come fez recentemente nos Emirados Árabes Unidos, que participaram neste encontro no Vaticano — e por sua vez adapta-a tendo em conta sobretudo a cultura, as características gerais do país, mas também e sobretudo as características do seu sistema educativo. Isto ocorreu no Paraguai, na sua forma mais ampla, e em Madrid, na Espanha. Por isso, Scholas Ciudadanía global tem como missão a formação das pessoas, de modo que possam continuar esta experiência noutras escolas, adaptando-a às circunstâncias de cada lugar.

Come acha que se pode enfrentar, a partir da escola, o fenómeno das migrações?

O problema, o drama como observou o Papa, não é nada menos que o reflexo da constatação que a escola falhou precisamente no seu próprio âmbito. Por isso, esta experiência de cidadania global, na qual participam também crianças refugiadas e vítimas da discriminação e do bullying — como sobressaiu com eficácia durante o encontro no Vaticano — mostrou a necessidade de propor a convivência e a prática educativa. Scholas Ciudadanía propõe uma forma de encontro diversa, entre diferentes escolas que enfrentam juntas estas problemáticas a partir dos jovens, e onde os próprios jovens procuram soluções concretas e eficazes. Por isso o Papa julga que tais situações só podem ser resolvidas com a educação e não com a economia ou com outros tipos de política.

Nicola Gori

Edição em papel

 

AO VIVO

Praça De São Pedro

18 de Outubro de 2019

NOTÍCIAS RELACIONADAS