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Direito à saúde para todos

· ​O Papa Francisco denunciou as dificuldades de aceso aos tratamentos e pediu para tutelar os mais débeis ·

Otimizar os recursos significa utilizá-los de modo solidário

No centro de cada sistema de saúde deve estar o doente e não o dinheiro, recordou o Papa aos participantes no encontro promovido pela comissão «caridade e saúde» da Conferência episcopal italiana, recebidos em audiência na manhã de sexta-feira, 10 de fevereiro, na Sala Clementina.

No seu discurso o Pontífice afirmou que em primeiro lugar deve ser sempre considerada «a inviolável dignidade de cada pessoa humana desde o momento da sua conceção até ao seu último respiro». Eis então a advertência a não deixar que o dinheiro oriente «as escolhas políticas e administrativas, chamadas a salvaguardar o direito à saúde garantido pela Constituição italiana nem as escolhas de quem administra os lugares de cura».

Para Francisco o «modelo empresarial» aplicado «de maneira indiscriminada» ao setor da saúde e do tratamento «corre o risco de produzir descartes humanos», alimentando «atitudes que podem levar até a especular sobre as desgraças dos outros». E isto – comentou – é «muito grave».

Portanto, é preciso «estar vigilantes, sobretudo quando os pacientes são idosos com uma saúde fortemente comprometida, se sofrem de patologias graves e onerosas para o seu tratamento ou são particularmente difíceis, como os doentes psiquiátricos». Por outras palavras, «otimizar os recursos, significa utilizá-los de modo ético e solidário e não penalizar os mais frágeis».

O Papa denunciou explicitamente «a crescente pobreza no campo da saúde entre as faixas mais carentes da população, devida precisamente à dificuldade de acesso aos tratamentos», convidando a não permanecer indiferente, pedindo a instituições, entidades, associações e comunidades que «se multipliquem os esforços de todos para que os direitos dos mais débeis sejam tutelados».

O Papa pronunciou também palavras de apreço para o voluntariado e todos os organismos de inspiração cristã comprometidos no mundo da saúde: «não hesiteis a reconsiderar – exortou – as vossas obras de caridade para oferecer um sinal da misericórdia de Deus aos mais pobres». Por fim, um encorajamento a visitar «com frequência» os doentes, para que não «se sintam excluídos da comunidade e possam experimentar, através da proximidade de quem vai ter com eles, a presença de Cristo». Convite que lançou também num tweet difundido hoje de manhã: «Permaneçamos próximos dos irmãos e das irmãs que vivem a experiência da doença, e das suas famílias».

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22 de Outubro de 2019

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