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Dignidade para contagiar

· ​À associação bíblica italiana o Papa recorda que Deus criou homem e mulher à sua imagem ·

«Quando alguém despreza, desagrega, discrimina, não contagia dignidade, mas o contrário». Recordou o Papa Francisco aos participantes na semana bíblica nacional organizada pela Associação bíblica italiana, durante a audiência realizada na manhã de quinta-feira 15 de setembro, na Sala Clementina. «Deus – explicou a propósito referindo-se à narração bíblica da criação – deu-nos a dignidade de ser seus filhos». E trata-se de uma dignidade, esclareceu, «que todos nós temos, homens e mulheres, dignidade que tem a sua raiz no próprio Criador», como revela o Génesis evidenciando que o ser humano foi querido «à imagem de Deus» e criado «varão e mulher».

Partindo do tema da relação homem-mulher nas Escrituras, no centro dos trabalhos da semana bíblica, Francisco observou que na narração da criação «sobressai como Deus nos criou de maneira “artesanal”, plasmando da lama da terra, ou seja, as mãos de Deus comprometeram-se com a nossa vida». Isto significa que «nos criou não só com a sua palavra, mas também com as suas mãos e com o sopro vital, querendo dizer que todo ser de Deus se envolveu em dar a vida ao ser humano».

Existe contudo para o homem «a possibilidade que esta dignidade, que Deus nos conferiu, se possa degradar». Para descrever esta atitude o Papa recorreu a um termo «futebolístico», afirmando que «o homem tem a capacidade de fazer “autogolo”». Isto acontece – explicou – «quando negociamos a dignidade, quando abraçamos a idolatria, quando damos espaço no nosso coração à experiência dos ídolos». Isto fez surgir uma série de perguntas que Francisco dirigiu em conclusão aos presentes e idealmente a todos os crentes: «Como posso partilhar esta dignidade, de modo que se desenvolva numa reciprocidade positiva? Como posso fazer com que o outro se sinta digno? Como posso “contagiar” dignidade? Como assumo a minha dignidade? Como a faço crescer?». 

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20 de Agosto de 2019

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