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Difícil sem música

· O conto ·

Entre álcool, estrada e mulheres; entre um mundo marginal descrito com uma linguagem colorida e extraordinária capacidade de análise; entre uma existência de excessos exasperados e critica do conformismo, entre milhares de páginas, com alguns trechos geniais e também irritantes em alguns momentos, eis que aparecem as mulheres que não esperas. Duas freiras. No conto Difícil sem música, o escritor Charles Bukowski – que nasceu na Alemanha, viveu na Califórnia e morreu há vinte anos em San Pedro, após uma vida sem rumo, devido a uma leucemia fulminante – esboça o encontro entre um homem, Larry, e duas religiosas. Ele meteu um anúncio no jornal para vender fonógrafo e discos, elas estão interessadas em comprar porque a irmã Célia quer usá-los nas lições com as raparigas mais crescidas, «é tão difícil... sem música». Descrito através dos olhos do homem – que tem que beber um copo de água e fumar nervoso um cigarro antes de entrar na sala onde as duas o esperam – é o encontro entre dois mundos distantes. Que se estudam um pouco («Será verdade o que diz Paul? Que rasam a cabeça?»), tentam dizer-se alguma coisa e concluem o negócio. Nenhum deles está muito à vontade. E Larry, menos de todos. (@GiuliGaleotti)

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18 de Agosto de 2019

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