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Diante do mistério de Deus

· Na conclusão do Congresso eucarístico internacional de Dublim o Papa anuncia que o próximo será celebrado em 2016 em Cebu ·

A grande história de fé da Irlanda abalada pelos horríveis pecados de sacerdotes e consagrados contra menores

Há ainda muito a fazer para realizar «a verdadeira renovação litúrgica» desejada pelos padres conciliares, sobretudo no que diz respeito à plena participação de cada um dos cristãos na celebração eucarística. É quanto reconhece Bento XVI na mensagem aos participantes no quinquagésimo Congresso eucarístico internacional de Dublim, vídeo-transmitida  no final da Statio orbis de encerramento, presidida no domingo 17 de Junho, pelo cardeal legado Marc Ouellet, no Croke park da capital irlandesa. O Pontífice – mesmo afirmando que, à luz de quanto foi feito na Igreja universal a seguir ao Vaticano II, o resultado obtido foi «claro e muito grande»  -  não foi escondido que «houve muitas incompreensões e irregularidades». Não foi bem recebido, disse, que o convite à renovação das formas externas «se destinava a facilitar a entrada na intimidade profunda do mistério» para «levar o povo a um encontro pessoal com Jesus». Ao contrário, nalguns casos, «a renovação das formas litúrgicas permaneceu num nível exterior e a “participação activa” foi confundida com o agir externo». Eis por que a necessidade de completar a renovação litúrgica para ajudar os fiéis «a reconhecer de novo a presença misteriosa do Senhor ressuscitado». A Eucaristia, reafirmou substancialmente Bento XVI, deve ser ocasião para redescobrir em Jesus o alimento para a nossa fé. Um alimento que evidentemente faltou àqueles «sacerdotes e pessoas consagradas» que, ressaltou, cometeram «horríveis pecados» abusando «de pessoas confiadas aos seus cuidados» e danificando acima de tudo «a credibilidade da mensagem da Igreja».

O Pontífice concluiu a sua mensagem pedindo ao Senhor que nos «comova profundamente» a fim de nos ajudar a tornarmo-nos realmente «testemunhas do seu amor» e da «sua verdade». Uma esperança relançada também no Angelus recitado de manhã na praça de São Pedro. Não foi por acaso que Bento XVI quis recordar que Deus faz maravilhas  precisamente através das nossas debilidades. Com efeito, recorrendo às parábolas propostas pela liturgia dominical, ressaltou de facto a força do grão de mostarda, expressa precisamente pela sua debilidade, e sobre o poder que se liberta quando dele nasce o rebento.

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23 de Setembro de 2019

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