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Deus não se cansa de ir ao encontro do homem

· Na audiência geral de quarta-feira o Papa fala da oração de santo Estêvão ·

Deus não se cansa de ir ao encontro do homem. Mesmo se com frequência encontra atitudes de incompreensão e desconfiança, ou até de «obstinada oposição». Recordou o Papa na audiência geral de quarta-feira, 2 de Maio, na praça de São Pedro, falando do testemunho e da oração de santo Estêvão, um dos sete diáconos escolhidos pelos apóstolos para desempenhar o serviço da caridade aos necessitados.

Precisamente referindo-se ao discurso pronunciado pelo primeiro mártir cristão diante do Sinédrio, o Papa ressaltou que ele «lê de novo toda a narração bíblica, itinerário contido na Sagrada Escritura, para mostrar que ele leva ao “lugar” da presença definitiva de Deus, que é Jesus Cristo, em particular a sua paixão, morte e ressurreição». Nesta perspectiva Estêvão, lê também o seu ser discípulo de Jesus até à escolha do martírio, que se torna assim «o cumprimento da sua vida e da sua mensagem».

Portanto, segundo o protomártir, «o novo templo no qual Deus habita é o seu Filho, que assumiu a carne humana, é a humanidade de Cristo, o Ressuscitado que reúne os povos e os une no Sacramento do seu Corpo e do seu Sangue». N'Ele «Deus e homem, Deus e mundo estão realmente em contacto». De facto Jesus «assume sobre si todos os pecados da humanidade para os carregar no amor de Deus e para “os queimar” neste amor».

Por conseguinte, aproximar-se da Cruz significa «entrar nesta transformação». Como fez o próprio Estêvão, que com o martírio se tornou «uma só coisa com Cristo». O seu testemunho mostra aos crentes que precisamente na relação com Deus o santo «obteve a força para enfrentar os seus perseguidores e chegar até ao dom de si mesmo». Também a nossa oração ­ recomendou a este propósito o Papa ­ «deve ser alimentada pela escuta da Palavra de Deus, na comunhão com Jesus e com a sua Igreja.

Da vicissitude de Estêvão sobressai em particular a visão da relação de amor entre Deus e o homem, na qual é prenunciada a figura e a missão de Jesus. Ele – frisou Bento XVI – é «o templo no qual a presença de Deus Pai se fez tão próxima que entrou na nossa carne humana para nos guiar para Deus, para nos abrir as portar do Céu». Por conseguinte, a nossa oração «deve ser contemplação de Jesus à direita de Deus, de Jesus como Senhor da nossa, da minha existência quotidiana». Porque só n'Ele «podemos também nós dirigir-nos a Deus, entrar em contacto real com Deus com a confiança e o abandono dos filhos que se dirigem a um Pai que os ama de maneira infinita».

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13 de Novembro de 2019

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