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Detenham as mãos dos violentos

· Durante as celebrações pascais o Papa recordou as vítimas de injustiças e conflitos que ensanguentam o mundo e expressou dor pelo crime vil e insensato que provocou um massacre de inocentes no Paquistão ·

«Detenham-se as mãos dos violentos que semeiam terror e morte, e que no mundo possam reinar o amor, a justiça e a reconciliação». O grito de paz do Papa elevou-se na praça de São Pedro na manhã de 29 de março, segunda-feira do Anjo, no final do Regina coeli. Uma apelo que ressoou alto depois de um novo massacre terrorista – o banho de sangue de mais de setenta pessoas, metade das quais crianças, dilaceradas no domingo pela explosão desencadeada por um bombista suicida em Lahore – que Francisco definiu «crime vil e insensato», reiterando mais uma vez que «a violência e o ódio homicida só levam à dor e à destruição», ao passo que «o respeito e a fraternidade são o único caminho para alcançar a paz».

A dor pelo atentado no Paquistão uniu-se às preocupações do Pontífice por todas «as vítimas da prevaricação e da violência» em várias partes do mundo. Francisco falou sobre isto, como de costume, na mensagem à cidade e ao mundo pronunciada da varanda central da basílica vaticana no final da missa na manhã de Páscoa. «Diante dos abismos espirituais e morais da humanidade, perante os vazios que se abrem nos corações e que provocam ódio e morte, só uma misericórdia infinita nos pode dar a salvação» recordou enumerando em seguida todas as situações de conflito e de injustiça que afligem hoje a humanidade. Começando pela Síria, para a qual o Papa invocou «a boa vontade e a colaboração de todos» com o objetivo de realizar «uma sociedade fraterna, respeitadora da dignidade e dos direitos de cada cidadão».

Nos pensamentos de Francisco estiveram também os outros países do Médio Oriente, em particular Iraque, Iémen e Líbia. Para a Terra Santa o Pontífice auspiciou «uma paz justa e duradoura através de uma negociação direta e sincera». E pediu um compromisso análogo para «chegar a uma solução definitiva da guerra na Ucrânia». Expressou também solidariedade e proximidade «às vítimas do terrorismo», definido «forma cega e cruel de violência que não deixa de derramar o sangue dos inocentes em diversas partes do mundo». Entre os lugares teatro dos recentes ataques o Papa citou o Iraque, onde na sexta-feira um bombista provocou dezenas de mortos em Iskanderiyah: um massacre pelo qual Francisco manifestou o seu pesar também num telegrama ao núncio apostólico em Bagdade – assinado pelo cardeal Pietro Parolin, secretário de Estado – auspiciando que «em resposta a esta insensata ação violenta, o povo iraquiano seja determinado em rejeitar os caminhos do ódio e do conflito e trabalhe unido sem medo por um futuro baseado no respeito recíproco, na solidariedade e na liberdade».

Precedentemente, nas vigília de sábado santo celebrada em São Pedro, o Papa tinha convidado os fiéis a remover dos próprios sepulcros as pedras que sufocam a esperança.

Homilia da vigília 

Mensagem à cidade e ao mundo 

Meditação no Regina caeli 

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21 de Agosto de 2019

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