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Desafio para o futuro

· O prefácio do Papa Francisco ao livro do cardeal Tarcisio Bertone sobre a diplomacia pontifícia ·

«Uma diplomacia renovada – escreve o Papa Francisco no prefácio ao volume do cardeal Tarcisio Bertone, La diplomazia pontificia in un mondo globalizzato (Città del Vaticano, Libreria Editrice Vaticana, 2013, 544 páginas, 25 euros) que será apresentado terça-feira próxima, 12 de Novembro na Sala nova do Sínodo no Vaticano – significa diplomatas novos, ou seja, capazes de voltar a dar à vida internacional o sentido da comunidade interrompendo a lógica do individualismo, da competição desleal, do desejo de primar, promovendo ao contrário uma ética da solidariedade capaz de substituir a do poder, já reduzida a um modelo de pensamento para justificar a força. Precisamente aquela força que contribui para interromper os vínculos sociais e estruturais entre os diversos povos, e ao mesmo tempo para destruir os vínculos que ligam cada um de nós a outras pessoas até ao ponto de partilhar o mesmo destino. O rumo que as relações internacionais tomarem estará então relacionado com a imagem que temos do outro: pessoa, povo, Estado».

Escreve ainda o Pontífice: «A perspectiva cristã sabe avaliar quer o que é autenticamente humano quer quanto brota da liberdade da pessoa, da sua abertura ao novo, em suma, do seu espírito que une a dimensão humana à dimensão transcendente. Esta é uma das contribuições que a diplomacia pontifícia oferece à humanidade inteira, trabalhando para fazer renascer a dimensão moral nas relações internacionais, a que permite que a família humana viva e se desenvolva junta, sem se tornar inimigos uns dos outros. Se o homem manifesta a sua humanidade na comunicação, na relação, no amor em relação aos seus semelhantes, as diversas Nações podem ligar-se em volta de objectivos e práticas partilhadas, e deste modo gerar um sentir comum bem radicado. Ainda mais, podem dar vida a instituições unitárias no seio da comunidade internacional, capazes de prestar um serviço sem que isso negue a identidade, a dignidade e a liberdade responsável de cada país. O serviço destas instituições será inclinar-se diante das necessidades dos diversos povos, isto é, descobrindo as capacidades e as necessidades do outro. É a rejeição da indiferença ou de uma cooperação internacional fruto do egoísmo utilitarista, para fazer algo pelo próximo através de órgãos comuns. Assim o serviço, não é simplesmente um compromisso ético ou uma forma de voluntariado, nem um objectivo ideal, mas uma escolha fruto de um vínculo social baseado naquele amor capaz de construir uma nova humanidade, um novo modo de viver».

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22 de Janeiro de 2020

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