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Desafio digital

· O arcebispo José Rodríguez Carballo apresenta o congresso internacional sobre a formação que inicia a 7 de Abril em Roma ·

O desafio digital, a justiça, a paz, a defesa da criação: são as novas fronteiras da formação dos religiosos e das religiosas. Disto se debaterá no congresso internacional programado em Roma de 7 a 11 de Abril sobre o tema «Formados para a vida consagrada no coração da Igreja e do mundo». Disto fala o arcebispo José Rodríguez Carballo, secretário da Congregação para os institutos de vida consagrada e as sociedades de vida apostólica.

Porquê um congresso internacional sobre a formação?

A emergência educativa e formativa é uma prioridade para a vida consagrada. Da formação que recebemos e oferecemos depende em grande parte o presente e o futuro da vida consagrada.

Como enfrentam os religiosos o desafio da comunicação digital?

Formar para um uso adequado dos meios de comunicação é um grande desafio que temos diante de nós. O uso dos meios de comunicação apresenta alguns problemas aos quais se deve prestar atenção. O uso de internet favorece a resolução rápida dos problemas, mas não favorece o pensamento profundo e torna mais difícil a memória a longo prazo. Este modo de interagir poderia ter consequências negativas sobre a predisposição dos consagrados para o estudo, a meditação da Palavra, a introspecção, a reflexão profunda e o discernimento. Outro problema que não deve ser subestimado é o uso do tempo. Um religioso precisa de regular a sua vida segundo prioridades bem claras. A oração, o estudo, o trabalho, a escuta das pessoas, a vida fraterna em comunidade exigem uma grande quantidade de tempo e de energias e sobretudo a presença física e intelectual. Um uso desconsiderado dos meios de comunicação digital poderia penalizar de modo significativo algumas destas actividades e reduzir a vida de um religioso a um nível mais virtual do que real.

Que se pode fazer neste âmbito?

Do que foi dito sobressai a urgência de uma educação-formação para a responsabilidade. Estamos cientes de que também nós consagrados nos devemos confrontar com um mundo que sob o aspecto da comunicação mudou profundamente. No respeitante à formação que se deve proporcionar aos consagrados que queiram gerir o desafio da era digital considero que tanto o modelo legalista (isto é, uma rejeição rígida do digital), como o modelo negligente (ou seja, uma fluida adequação ao mundo) devam ser evitados. Portanto, proponho que todos os formadores eduquem para um uso responsável destes meios tendo como guia o pleno respeito da identidade do estado de vida religiosa. Nem tudo o que é possível é lícito. Isto é válido para cada cristão e, a fortiori, para o consagrado.

Nicola Gori

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15 de Setembro de 2019

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