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Derrubar os muros da hipocrisia

· Padre Michael Czerny sobre o tráfico de seres humanos e as escravidões modernas ·

Por que na era pós-industrial, numa economia globalizada que parece precisar cada vez menos do trabalho humano, há mais escravos de quantos houveram ao longo da história? Convidado recentemente pela Katholische Academie de Berlim para falar sobre o tráfico de seres humanos e escravidões modernas, o jesuíta Michael Czerny, subsecretário da secção migrantes e refugiados do Dicastério para o serviço do desenvolvimento humano integral, introduziu o seu relatório com uma pergunta que só aparentemente tencionava enquadrar histórica e estatisticamente um fenómeno dramático e atual.

Com efeito, a persistência destas práticas «desumanizantes e revoltantes», em que as pessoas são tratadas «como mercadoria a ser vendida e explorada como força de trabalho ou até como matérias-primas de várias e inimagináveis maneiras», ultrapassa as dinâmicas da história e remete diretamente para os motivos, as causas, as responsabilidades, sublinhou padre Czerny.

Segundo o jesuíta, hoje há «pouca vontade de compreender o alcance do problema». Vira-se a cabeça para o outro lado porque, na realidade, é algo que «mexe de perto com as nossas consciências». De facto, é «vergonhoso» admitir que no próprio país, na própria cidade ou no próprio bairro existam novas formas de escravidão. No entanto, foi a sua denúncia, «sabemos bem que este problemas aflige quase todos os países no mundo». 

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22 de Setembro de 2019

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