Nota

Este site utiliza cookies...
Os cookies são pequenos arquivos de texto que ajudam a melhorar a sua experiência de navegação no nosso site. Ao navegar em qualquer parte deste site você autoriza a utilização dos cookies. Poderá encontrar maiores informações sobre a policy dos cookies nas Condições de utilização.

Depois de um fracasso o sonho realizado

· Cento e cinquenta anos da Tipografia Salesiana ·

Dom Bosco escreveu que um bom livro «negligenciado, não se inquieta, lido, calmamente ensina verdades»

Do prelo às «app»  muita água passou debaixo da ponte; a imagem que acompanha as celebrações –  uma antiga caixa daquelas usadas em  tipografia  na qual, ao lado de fotografias coloridíssimas de smartphones, aparecem amostras  de caracteres móveis de chumbo – quer resumir a coexistência dos meios de comunicação típica da nossa época, na qual convivem e-book, audiolivros e volumes de papel de  estilo antigo. A festejada é a Tipografia Salesiana, que alcança a meta dos primeiros cento e cinuqenta anos de vida. Funcionante desde 1862 – o decreto da Prefeitura da Província de Turim é datado de 31 de Dezembro de 1861 – nasceu das cinzas de um projecto editorial não coroado pelo sucesso.

No meio da abundância de jornais livres que surgiram em 1848 (muitos de absoluta tendência anticlerical), Dom Bosco funda e dirige o jornal «L'Amico della Gioventù». Todavia, a parte financeira imediatamente sente as dificuldades: os assinantes, no primeiro trimestre são só 137, no segundo, diminuem para 116. Depois de 61 números o sacerdote de Turim é obrigado a desistir, e pagar à tipografia Speirani-Ferrero, 272 liras de passivo mas alguns anos mais tarde conseguirá realizar o seu sonho. Na Exposição Nacional de 1884, um grande galpão ostenta a placa «Fábrica de papel, tipografia, fundição, encardenação e livraria salesiana». No ano seguinte, numa sentida carta que escreve aos Salesianos, o fundador une a um original elogio do livro um claro programa de intenções: «O livro, se por um lado não possui a força intrínseca que a palavra viva tem, apresenta vantagens em determinadas circunstâncias, ainda maiores. O bom livro entra até  nas casas onde não pode entrar o sacerdote; é tolerado também pelos maus como memória ou como presente.  Apresentando-se, não se enrubesce, negligenciado, não se inquieta, lido, calmamente ensina verdades, desprezado, não se queixa e deixa o remorso que, às vezes, acende o desejo de conhecer a verdade; enquanto ele mesmo está sempre pronto
a buscá-la. Fica, às vezes, empoeirado sobre uma mesa ou numa biblioteca. Ninguém pensa nele. Vem, porém, a hora da solidão, ou da melancolia, ou da dor, ou do enfado, ou da necessidade de passatempo, ou da ansiedade pelo porvir, e esse amigo fiel depõe sua poeira, abre suas folhas e  renovam-se as admiráveis conversões de Santo Agostinho, do Beato Colombino e de Santo Inácio» (Epistolário, IV, 318-321). Uma sugestão de método ainda muito actual, no qual se inspiram obras e iniciativas  não de museus mas vivas: de 19 a 21 de Abril os locais do Centro de Formação de Valdocco e da Escola Gráfica Salesiana tornar-se-ão lugares de intercâmbio e actualização sobre a gráfica editorial, para que não seja esquecido «o rigor da beleza».

Edição em papel

 

AO VIVO

Praça De São Pedro

16 de Outubro de 2019

NOTÍCIAS RELACIONADAS