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​Denunciar os casos
de exploração e escravidão

· No Angelus novo apelo do Papa contra o tráfico de seres humanos ·

Todos devem colaborar na luta contra o tráfico de seres humanos, denunciando «os casos de exploração e escravidão de homens, mulheres e crianças», pediu o Papa no final do Angelus de domingo, 10 de fevereiro, recordando o quinto Dia mundial contra o tráfico de pessoas, celebrado na sexta-feira 8. Uma iniciativa que «convida a unir as forças para vencer este desafio», frisou Francisco, agradecendo «a todos os que combatem nesta frente, em particular muitas religiosas», e dirigindo um apelo «especialmente aos governos, para que sejam enfrentadas com decisão as causas deste flagelo e as vítimas sejam protegidas».

O Pontífice convidou os fiéis presentes a recitar com ele uma prece a Santa Josefina Bakhita, padroeira das vítimas do tráfico de seres humanos, invocando a sua intercessão para todos os «que estão presos na escravidão» e pedindo que «as correntes da sua prisão possam ser quebradas. Suplicamos-te — foi a invocação conclusiva — que rezes e intercedas por todos nós: a fim de não cairmos na indiferença, para abrirmos os olhos e podermos ver as misérias e as feridas de tantos irmãos e irmãs privados da sua dignidade e da sua liberdade, e ouvir o seu grito de ajuda».

Precedentemente, o Papa dedicou a sua reflexão ao trecho evangélico de Lucas (5, 1-11), que narra a chamada de Pedro, cuja resposta ao convite de Jesus — «porque Tu o dizes, lançarei as redes» — representa «a resposta da fé, que também nós somos chamados a dar; é a atitude de disponibilidade que o Senhor pede a todos os seus discípulos, sobretudo a quantos desempenham tarefas de responsabilidade na Igreja».

Jesus, por sua vez, com o seu «poder», permite que Pedro faça uma «pesca milagrosa». Isto significa, observou Francisco, que «quando nos colocamos com generosidade ao seu serviço, Ele realiza maravilhas em nós». Assim o Senhor «age em relação a cada um de nós: pede-nos que o recebamos no barco da nossa vida, para voltar a partir com Ele e sulcar um novo mar, que se revela cheio de surpresas». O seu convite a «nos fazermos ao largo no mar da humanidade do nosso tempo, para sermos testemunhas de bondade e de misericórdia», confere «um novo sentido à nossa existência, que muitas vezes corre o risco de se nivelar sobre si mesma». Com efeito, «o maior milagre feito por Jesus para Simão e os demais pescadores desiludidos e cansados, não é tanto a rede cheia de peixes, quanto o facto de os ter ajudado a não serem vítimas da desilusão e do desencorajamento, diante das derrotas».

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23 de Outubro de 2019

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