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​Declaração do cardeal Secretário de Estado

· Assinado em Pequim um acordo provisório entre a Santa Sé e a República popular da China sobre a nomeação dos bispos ·

A assinatura de um Acordo Provisório entre a Santa Sé e a República Popular da China sobre a nomeação dos bispos assume uma grande importância, sobretudo para a vida da Igreja católica na China e para o diálogo entre a Santa Sé e as Autoridades civis daquele país, mas também para a consolidação de um horizonte internacional de paz, neste momento em que estamos a viver tantas tensões a nível mundial.

O objetivo da Santa Sé é um objetivo pastoral, ou seja, ajudar as Igrejas locais a fim de que gozem de condições de maior liberdade, autonomia e organização, de maneira tal que se possam dedicar à missão de anunciar o Evangelho e de contribuir para o desenvolvimento integral da pessoa e da sociedade.

Pela primeira vez depois de tantos decénios, hoje todos os Bispos na China estão em comunhão com o Bispo de Roma. O Papa Francisco, como os seus imediatos predecessores, olha e dirige-se com particular atenção e especial cura ao Povo chinês. Há necessidade de unidade, há necessidade de confiança e de um novo dinamismo; há necessidade de Pastores bons, que sejam reconhecidos pelo Sucessor de Pedro e pelas legítimas Autoridades civis do seu país. E o Acordo vai exatamente neste sentido: um instrumento que esperamos possa ajudar neste processo, com a colaboração de todos.

À comunidade católica na China — aos Bispos, aos sacerdotes, aos religiosos, às religiosas e aos fiéis — o Papa confia de maneira particular o compromisso de viver um autêntico espírito de reconciliação entre irmãos, através de gestos concretos que ajudem a superar as incompreensões do passado, também do passado recente. Deste modo os fiéis, os católicos na China, poderão testemunhar a própria fé, viver um genuíno amor pátrio e abrir-se também ao diálogo entre todos os povos e à promoção da paz.

Pietro Parolin

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18 de Setembro de 2019

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