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​Deborah Sawyer

No relatório que inaugurou em Terni (Itália) as celebrações em vista do quinto centenário de nascimento de Teresa, Deborah Sawyer, teóloga da universidade de Lancaster (Reino Unido), inseriu o papel e as obras da santa de Ávila no contexto da história da revelação: as personagens femininas incluídas nesta tradição estariam vinculadas entre si não apenas e nem tanto pela comum pertença de sexo, mas sobretudo pelo modo como teriam interpretado a revelação de Deus. Uma influência sobre a tradição religiosa ocidental e, por conseguinte, sobre a fundação da cultural ocidental, que teria sido exercida unicamente fora dos edifícios visíveis do templo, da sinagoga ou da igreja, brotando da comunicação directa com Deus. No entanto, uma comunicação profética que não passa pelos mediadores da ordem convencional, se por um lado está sujeita à suspeita por parte das autoridades, por outro, contudo, tem a grande força de orientar os fiéis rumo a metas mais vigorosas e inovadoras. É nesta tradição cujo eixo é Maria, em virtude da sua posição especial ocupada no seio do ministério de Cristo, que se insere Teresa, no caminho já traçado por Clara, «farol – afirma Sawyer – no testemunho religioso das mulheres». Inserir Teresa neste contexto significa desenvolver uma reflexão sobre o plano teológico e sobre a contribuição feminina original para a fé cristã: todas as mulheres que, ao longo dos séculos, abraçaram a pobreza como estilo de vida, voltaram a valorizar quantos viviam desprovidos de meio e de poder, reformaram (fundando novas ordens monásticas), com coragem e determinação, nunca separadas da oração constante e profunda. Uma espiritualidade que não podia ser ignorada pelos seus contemporâneos, quer fossem príncipes quer Papas. Não obstante os vínculos sociais aos quais foram submetidas, a sua união mística com o divino conduziu-as muito além daquilo que se pode alcançar através dos poderes do mundo. 

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19 de Novembro de 2019

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