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De braços abertos

· ​O Papa lançou a campanha da Caritas internationalis para o acolhimento dos migrantes ·

«O próprio Cristo nos pede para acolhermos os nossos irmãos e irmãos migrantes de braços abertos». Com estas palavras o Papa Francisco lançou na manhã de quarta-feira, 27 de setembro, durante a audiência geral, a campanha da Caritas internationalis Share the Journey (“Partilha a viagem”), na presença de um grupo de requerentes de asilo e refugiados juntamente com os agentes da organização caritativa e de outras realidades do mundo católico e da sociedade civil que trabalham no setor do acolhimento.

«Quando os braços estão abertos – explicou o Pontífice apresentando a iniciativa aos fiéis reunidos na praça de São Pedro – estão prontos para um abraço sincero, afetuoso, abrangente, um pouco como esta colunata da praça, que representa a Igreja-mãe que abraça todos na partilha da viagem comum». Um conceito reafirmado num tweet no qual Francisco relançou o hashtag #ShareJourney: «Compartilhemos sem receio o caminho dos migrantes e dos refugiados».

Também na catequese pronunciada pouco antes o Pontífice se referiu à campanha da Cáritas, recordando que «a esperança é o estímulo no coração de quem parte deixando casa, terra, por vezes familiares e parentes – penso nos migrantes – para procurar uma vida melhor, mais digna para si e para os entes queridos. E é também o estímulo no coração de quem acolhe: o desejo de se encontrar, de se conhecer, de dialogar». Neste sentido, «a esperança é o estímulo a “partilhar a viagem”, porque a viagem faz-se a dois: os que vêm para a nossa terra, e nós que vamos rumo ao coração deles, para os compreender, entender a sua cultura e língua». Sem esperança, recordou o Papa, «a viagem não pode ser feita». Eis então o convite aos fiéis: «Não tenhamos medo de partilhar a viagem! Não tenhamos medo! Não receemos partilhar a esperança!».

A reflexão do Pontífice, que partiu de um excerto da primeira carta a Timóteo (4, 8-10), foi dedicada aos “inimigos da esperança”. E Francisco, evocando o mito de Pandora e citando o poeta francês Charles Péguy, reafirmou que «os pobres são os primeiros portadores da esperança», porque «são ricos do bem mais precioso que existe no mundo, ou seja, a vontade de mudança». Ao contrário, quem tem «o estômago cheio» ou «uma alma vazia» arrisca ceder à tentação do descomprometimento e assim perder «a batalha contra a angústia». Uma batalha que o Papa convidou a vencer repetindo com frequência a oração: «Senhor Jesus Cristo, Filho de Deus vivo, tem piedade de mim, pecador!».

Audiência geral  

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22 de Agosto de 2019

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