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Dar sentido à vida e à história

· O Papa Francisco na atribuição do prémio Ratzinger ·

«A profundidade do pensamento de Joseph Ratzinger, solidamente fundado na Escritura e nos Padres, e alimentado sempre pela fé e pela oração, ajuda-nos a permanecer abertos ao horizonte da eternidade, dando assim sentido também às nossas esperanças e aos nossos compromissos humanos. O seu é um pensamento e um magistério fecundo, que soube concentrar-se nas referências fundamentais da nossa vida cristã, a pessoa de Jesus Cristo, a caridade, a esperança, a fé. E toda a Igreja lhe será grata». Disse o Papa Francisco durante a cerimónia para a atribuição do prémio Ratzinger 2016 que teve lugar na manhã de sábado 26 de novembro, na Sala Clementina.

O importante reconhecimento – como anunciado na edição de «L'Osservatore Romano» de 17-18 de outubro passado – foi atribuído a monsenhor Inos Biffi e a Ioannis Kourempeles, recebidos pelo Papa emérito na tarde do dia 25 no Mosteiro Mater Ecclesiae. Monsenhor Inos Biffi é ordinário emérito de teologia sistemática e de história da teologia medieval na Faculdade teológica da Itália Setentrional, professor das mesmas matérias na Faculdade teológica de Lugano, membro da Pontifícia academia de teologia, presidente do Instituto para a história da teologia medieval de Milão e diretor do Instituto de história da teologia na Faculdade de teologia de Lugano. Liturgista de fama internacional, autor de centenas de livros e ensaios, colaborador do nosso jornal, monsenhor Biffi foi distinguido com o prémio em consideração da Opera omnia (no momento foram publicados vinte volumes, e outros estão em fase de preparação). Ela recolhe os seus escritos, em grande parte dedicados à teologia e à filosofia medieval. Monsenhor Biffi dirige, em colaboração, a edição bilingue das Obras de Santo Anselmo de Aosta, e a coletânea Biblioteca de Cultura Medieval e Herança Medieval. Ioannis Kourempeles é o primeiro ortodoxo que recebe o Prémio Ratzinger (instituído em 2011). Estudou teologia nas Faculdades teológicas de Salónica, Erlangen e Heidelberg. Ensina história dos dogmas e teologia dogmática e simbólica na Faculdade de teologia da Universidade Aristóteles de Salónica. «Com teologia simbólica – explica Kourempeles – indica-se a teologia relativa às afirmações doutrinais da Igreja de tipo dogmático, por conseguinte, todos os símbolos e as fontes da fé». Neste âmbito, ocupa-se não só da realidade dogmática da espiritualidade ortodoxa, mas também das «comunidades» e das «diferenças» que surgiram, no âmbito das expressões dogmáticas, no oriente e no ocidente cristão, ao longo da história. Numa entrevista ao jesuíta Federico Lombardi, presidente da Fundação Vaticana Joseph Ratzinger, Kourempeles define o «Discurso de Regensburg» de Ratzinger (12 de setembro de 2006) «um hino ao Deus-Logos e um cântico à capacidade do nosso logos humano se nos abrimos ao Deus-Logos que ama». Ao mesmo tempo, o professor afirma que considera «profundamente deplorável o modo injusto com que o discurso foi tratado». Ao evidenciar os aspetos e os temas do pensamento de Ratzinger que mais o impressionaram, Kourempeles releva que, com o seu amor pelos Padres gregos, ele soube «utilizar uma linguagem que é muito familiar aos círculos teológicos ortodoxos».

Discurso do Papa Francisco 

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22 de Agosto de 2019

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