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Da tristeza à alegria

· Missa em Santa Marta ·

«Não ter medo», sobretudo nos momentos difíceis: eis a mensagem que o Papa Francisco repropôs na missa celebrada na manhã de 30 de Maio na capela da Casa de Santa Marta. Uma mensagem de esperança que impele a ser corajosos e a ter «a paz na alma» precisamente nas provações – na doença, na perseguição, nos problemas de todos os dias em família – certos de que viveremos a alegria verdadeira, porque «depois da escuridão chega sempre o sol».

Nesta perspectiva o Pontífice indicou imediatamente o testemunho de são Paulo – um homem «muito corajoso» – apresentado nos Actos dos apóstolos (18, 9-18). Paulo, explicou, «fez tantas coisas porque possuía a força do Senhor, a sua vocação para levar adiante a Igreja, para anunciar o Evangelho». E no entanto, parece que algumas vezes sentiu temor. A ponto que o Senhor uma noite, numa visão, o convidou expressamente a «não ter medo».

Portanto, também são Paulo «conhecia o que acontece a todos nós na vida», isto é, «sentir um pouco de medo». Um temor que nos leva até a rever a nossa existência cristã, questionando-nos talvez se, no meio de tantos problemas, no fundo «não seria melhor abaixar o nível» para não «ser muito cristão», procurando «um compromisso com o mundo» de maneira que «as situações não sejam tão difíceis».

«Pensemos – frisou o bispo de Roma – naqueles espectáculos do Coliseu, por exemplo, com os primeiros mártires» que foram levados à morte «enquanto o público se divertia», dizendo: «Estes tolos que acreditam no Ressuscitado agora que acabem assim!». Para muitas pessoas o martírio dos cristãos «era uma festa: assistir ao modo como morriam!». Portanto, aconteceu exactamente o que Jesus disse aos discípulos: «o mundo alegrar-se-á» quando «vós estiverdes tristes».

Há, pois, «o medo do cristão, a tristeza do cristão». De resto, explicou o Papa, «nós devemos dizer-nos a verdade: nem toda a vida cristã é uma festa. Nem toda! Chora-se, muitas vezes chora-se!».

Há também «outra tristeza», acrescentou o Papa Francisco: «aquela que chega a todos nós quando vamos por um caminho que não é bom». Ou quando «compramos a alegria – a alegria do mundo – a do pecado». Com o resultado de que no final «existe um vazio dentro de nós, vem a tristeza». É precisamente «a tristeza da alegria negativa».

Nestes dias, observou o Pontífice, a Igreja celebra na liturgia o momento em que «o Senhor foi embora e deixou os discípulos sozinhos». Naquele momento «talvez alguns deles sentiram medo». Mas em todos «havia a esperança, a esperança de que aquele medo, aquela tristeza se transformaria em alegria». E «para que compreendamos bem que isto é verdadeiro, o Senhor faz o exemplo da mulher que dá à luz», explicando: «É verdade que no parto a mulher sofre muito, mas depois quando tem a criança consigo se esquece» de toda dor. E «o que permanece é a alegria», a alegria «de Jesus: purificada no fogo das provações, das perseguições, de tudo o que se deve fazer para ser fiel».

Eis então «a mensagem da Igreja hoje: não ter medo», ser «corajosos no sofrimento e pensar que depois o Senhor vem, vem a alegria, após a escuridão chega o sol». Por conseguinte, o Pontífice expressou os votos de que «o Senhor dê a todos nós esta alegria na esperança». E explicou que a paz é «o sinal que temos desta alegria na esperança». Em particular, os «doentes em fins de vida, com os seus sofrimentos» dão testemunho desta «paz na alma». Porque precisamente «a paz – concluiu o Papa – é a semente da alegria, é a alegria na esperança». 

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21 de Novembro de 2018

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