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Da segurança à coragem

· Ecumenismo e reforma da Igreja ·

Nos primeiros anos do novo milénio, o Conselho ecuménico das igrejas convocou uma consulta para reflectir sobre o andamento do movimento ecuménico no século XXI. Também o Pontifício Conselho para a promoção da unidade dos cristãos participou naquela reflexão. 

Mesmo reconhecendo que a vida da Igreja e das igrejas caminha pelo binário da presença activa de Deus e não responde a lógicas humanas, e que por isso não é possível projectar o seu futuro desenvolvimento, aquela reflexão comum teve também o mérito de apresentar um quadro muito realista do estado da busca da unidade dos cristãos cem anos depois do moderno movimento ecuménico e cinquenta anos depois do concílio ter exortado os fiéis católicos a reconhecer os sinais dos tempos, e a participar com impulso na obra ecuménica que surgiu graças ao Espírito Santo entre os «irmãos separados». A consulta frisou que «as igrejas entraram no século XX cientes de que as suas diferenças surgiram de maneiras novas, que o objectivo da unidade plena e visível desapareceu devido ao surgir de preocupações institucionais, à defesa da própria identidade confessional e a um regresso ao fundamentalismo» e que «parece que o ecumenismo passou da margem profética para um centro confortável».

Querendo ser sábios e prudentes poder-se-ia pensar que o «centro confortável» seja o lugar justo para uma comunidade eclesial. Deste modo uma igreja pode reunir os fiéis em tranquilidade, evitando extremos de qualquer tipo. Contudo, não é a tranquilidade o critério do bem-estar da Igreja de Cristo, mas sim o seguimento, a missionariedade, o serviço amoroso a todos.

Brian Farrel

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16 de Outubro de 2019

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