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Crimes gravíssimos que devem ser contrastados com determinação

· O Papa denunciou o abuso e a ofensa da dignidade dos menores no mundo digital ·

Mais de um quarto dos cerca de três biliões de utilizadores de internet é constituído por menores. Isto significa que mais de oitocentos milhões de crianças e jovens navegam na rede e são expostos todos os dias a insídias e ameaças atrás das quais se escondem muitas vezes verdadeiros «crimes». Portanto, não surpreende que o Papa Francisco, no discurso dirigido aos participantes no congresso internacional sobre a «dignidade dos menores no mundo digital» – recebidos no Vaticano na manhã de sexta-feira 6 de outubro – tenha indicado na proteção do pequeninos «o mais crucial» dos desafios para o «futuro da família humana». Recomendando em particular para não fechar os olhos diante da propagação de «fenómenos gravíssimos» que deixam «horrorizados» e provocam danos destinados a incidir «de maneira grave sobre a vida inteira das crianças de hoje».

Severa e circunstanciada, a denuncia do Pontífice abriu uma brecha inquietante sobre uma realidade muitas vezes subestimada, ou até mitificada em nome de um equivocado sentido de liberdade. Na realidade, como observa Francisco, os espaços de expressão e de informação garantidos pela rede tornaram-se hoje o terreno mais fértil «para atividades ilícitas horríveis» e «para o abuso e a ofensa da dignidade dos menores».

Aqui já não se trata «de exercer a liberdade – advertiu o Papa – mas de crimes, contra os quais é necessário proceder com inteligência e determinação». Tendo clara consciência de que não são suficientes medidas unilaterais ou «soluções técnicas automáticas». Aliás, é preciso uma mobilização «global» que envolva governos, legisladores, forças da segurança, mundo económico e social, educadores e instituições religiosas. A partir da própria Igreja católica, chamada a tirar lições dos «acontecimentos gravíssimos» que vieram à luz ao longo destes anos para renovar a própria disponibilidade a comprometer-se «de forma cada vez mais profunda e clarividente para a proteção dos menores e da sua dignidade». Como invoca a Declaração de Roma, o texto conclusivo elaborado no encerramento dos trabalhos do congresso e entregue ao Papa Francisco durante a audiência.

Discurso do Papa 

Declaração de Roma (link ao nosso site)

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25 de Agosto de 2019

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