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Coração quente da África

· Aos bispos do Malawi em visita «ad limina» o Papa recomenda proximidade às famílias e apoio aos doentes de Sida e à Aliança evangélica mundial recorda que as divisões entre os cristãos deturpam a beleza do anúncio ·

É «um apostolado atento e jubiloso para as famílias» a maior contribuição que a Igreja pode oferecer para o futuro do Malawi. Afirmou Francisco na manhã de quinta-feira, 6 de Novembro, no discurso aos bispos do país definido o «coração quente da África». 

Recebidos por ocasião da visita «ad limina», os prelados malawianos foram exortados pelo Pontífice a «apoiar, educar e evangelizar as famílias, sobretudo as que estão em situações de dificuldade económica, ruptura, violência ou infidelidade». Depois de ter expresso «apreço pelo louvável espírito do povo do Malawi», que, embora tenha que enfrentar numerosos obstáculos, permanece firme no seu compromisso a favor da vida familiar», o bispo de Roma explicou que «é na família que a Igreja e a sociedade no Malawi encontrarão os recursos necessários para renovar e edificar uma cultura da solidariedade». Eis então a recomendação aos prelados do país africano para que tenham «sempre presentes as necessidades, as experiências e as realidades das famílias». Porque, acrescentou, «não há aspecto algum da vida familiar – infância e juventude; amizade, noivado e matrimónio; intimidade esponsal, fidelidade e amor; relações interpessoais e apoio – que seja excluído» do amor de Deus. Por fim, o Pontífice recordou também o serviço oferecido pelas instituições de saúde católicas às vítimas da Sida, sobretudo às «crianças órfãs, deixadas sem amor nem amparo».

Em precedência Francisco tinha recebido em audiência uma delegação da Aliança evangélica mundial. No seu discurso focalizou temáticas ecuménicas e manifestou a sua confiança em que, com a ajuda do Espírito Santo, se «possa inaugurar uma nova etapa nas relações entre católicos e evangélicos». Porque, comentou, «a realidade das nossas divisões deturpa a beleza da única túnica de Cristo, mas não destrói completamente a unidade profunda gerada pela graça em todos os baptizados».

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12 de Novembro de 2019

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