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Convivência pacífica entre cristãos e muçulmanos

· ​Em diálogo com o cardeal Souraphiel, arcebispo de Adis Abeba ·

A Etiópia representa hoje um modelo de convivência pacífica entre cristãos e muçulmanos, que há séculos vivem uns ao lado dos outros comprometidos na luta contra a pobreza e o fundamentalismo que alimenta tensões e conflitos. Sobre esta realidade fala ao nosso jornal o cardeal Berhaneyesus Demerew Souraphiel, arcebispo de Adis Abeba, que recebeu a púrpura no consistório de 14 de Fevereiro.

A sua nomeação pode ser interpretada como um encorajamento para a minoria católica do país?

O Papa Francisco trabalha pela inclusão de todos na Igreja. Estou-lhe grato por ter recordado e considerado a Igreja católica na Etiópia. É um grande encorajamento para os católicos no país e para mim pessoalmente é um convite à humildade.

A Igreja é capaz de desempenhar um papel propulsor no diálogo entre os cristãos e entre as religiões?

A Igreja católica na Etiópia, embora seja uma minoria sob o ponto de vista numérico, é muito apreciada pela Igreja ortodoxa etíope tewahedo, por todas as denominações cristãs e pelos muçulmanos. Estamos ao serviço de todos.

Que podem fazer os cristãos para impedir a deriva violenta do fundamentalismo religioso?

A Etiópia tem uma boa tradição de coexistência pacífica entre cristãos e muçulmanos. Embora os fundamentalistas tenham tentado provocar divisões e conflitos, as populações etíopes não os aceitam nem os seguem. Contudo, isto não significa que não continuam a tentar nem que tenham deixado de criar tensões e conflitos. O papel dos católicos é recordar à sociedade os frutos da convivência pacífica, especialmente agora que a Etiópia se comprometeu a combater a pobreza como inimigo comum e a desenvolver o país, construindo infra-estruturas fundamentais

Nicola Gori

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15 de Dezembro de 2019

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