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Contra qualquer humanidade

· A Congregação para as Igrejas orientais denuncia a gravidade das violências no Iraque ·

Apelo conjunto dos patriarcas católicos e ortodoxos

«Actos contra Deus e contra qualquer sentido de humanidade». Assim o cardeal Leonardo Sandri, prefeito da Congregação para as Igrejas orientais, denuncia «a extrema gravidade» das violências desencadeadas nestes dias contra as populações iraquianas «duramente atingidas por barbáries totalmente contrárias à dignidade humana».

Num comunicado da Congregação difundido na tarde de quinta-feira 7 de Agosto – poucas horas depois do «urgente apelo» dirigido pelo Papa à comunidade internacional para que se comprometa «para pôr fim ao drama humanitário que está a decorrer» – o purpurado manifesta reconhecimento a Francisco «pela proximidade tão solícita expressa aos mais de cem mil cristãos que durante a noite tiveram que deixar as próprias casas, igrejas e aldeias da bíblica planície de Nínive no Iraque e agora vagueiam rumo à cidade de Erbil em condições impossíveis em busca de refúgio e sobrevivência cada vez mais incertos». Face a esta tragédia imane o prefeito da Congregação vaticana faz-se intérprete do «enorme sofrimento» e da «indignação dos pastores e fiéis orientais católicos espalhados pelo mundo» e «renova a oração mais intensa ao Senhor pelas populações», reafirmando «a plena solidariedade humana e cristã em relação a eles». Mas sobretudo formula os votos de que «o mundo civil, as autoridades públicas e os organismos internacionais, na extrema gravidade da situação, não atrasem as indispensáveis intervenções humanitárias a qualquer outro nível para deter, sobretudo no Iraque e na Síria, o doloroso e profundamente injusto êxodo dos cristãos».

Palavras que têm eco também no apelo conjunto lançado pelos patriarcas orientais católicos e ortodoxos, que se reuniram na sede patriarcal maronita de Dimane, no norte do Líbano. No comunicado difundido no final do encontro os patriarcas manifestaram preocupação e indignação pelo andamento «sem precedentes» da situação dos cristãos iraquianos, pedindo aos responsáveis religiosos e aos organismos políticos que tomem uma posição clara sobre quanto está a acontecer e solicitando sobretudo uma intervenção das Nações Unidas.

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20 de Outubro de 2019

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