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Construir sociedades acolhedoras e seguras

· ​Ao corpo diplomático o Papa recordou que a paz ainda é uma miragem para milhões de pessoas ·

E voltou a condenar com vigor o terrorismo fundamentalista que abusa do nome de Deus para semear morte

«A paz é um dom, um desafio e um compromisso». Nesta tríplice exortação o Papa Francisco inseriu o sentido da reflexão dirigida ao corpo diplomático acreditado junto da Santa Sé durante a tradicional audiência de início de ano realizada na manhã de segunda-feira, 9 de janeiro, na Sala Régia. Ocasião para uma análise global das questões e emergências que mais marcaram o panorama internacional em 2016, o discurso do Pontífice teve início a partir da recordação do «massacre inútil» evocado por Bento XV há um século, em pleno primeiro conflito mundial.

Após cem anos, observou Francisco, aquela paz da qual muitos puderam beneficiar continua a ser para demasiados povos ainda «uma miragem distante». Milhões de pessoas – foi a denúncia do Papa – «vivem até agora no centro de conflitos insensatos». E «também em lugares antes considerados seguros, percebe-se um sentimento geral de medo».

Como de costume, a análise do Pontífice passou pelas coordenadas geográficas, sociais e culturais do contexto mundial, refletindo em particular sobre o fenómeno do terrorismo fundamentalista – definido «uma loucura homicida que abusa do nome de Deus» – e sobre o compromisso para enfrentar o fluxo migratório que continua em diversas partes do mundo. «É preciso um compromisso comum em relação aos migrantes, prófugos e refugiados, que permita dar-lhes um acolhimento digno» disse o Papa a propósito, evidenciando a necessidade de conjugar «o direito de cada ser humano a imigrar», a capacidade de «integração dos migrantes nos tecidos sociais onde se inserem» e o dever por parte destes últimos «de respeitar as leis, a cultura e as tradições dos países nos quais são recebidos». Só assim, garantiu, «poder-se-ão construir sociedades abertas e acolhedoras para os estrangeiros e, ao mesmo tempo, seguras e em paz no seu interior».

Entre os outros temas tratados no discurso, o problema da tutela das crianças violadas pela exploração e abusos, o comércio de armas, o tráfico de pessoas – condenado por Francisco como «forma horrível de escravidão moderna» – e a contínua «difusão da iniquidade, das desigualdades sociais, da corrupção».

Discurso do Papa 

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25 de Agosto de 2019

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