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Conservadores do futuro

· Em diálogo com o arcebispo Vincenzo Paglia, presidente do Pontifício Conselho para a Família ·

A família fundada no matrimónio entre homem e mulher não é uma instituição superada, mas é o futuro da própria sociedade humana. E a quem acusa a Igreja de conservadorismo a resposta é curta: «Nesse caso somos “conservadores do futuro”, do porvir da sociedade». Palavras de D. Vincenzo Paglia, presidente do Pontifício Conselho para a Família, que nesta entrevista ao nosso jornal analisa em particular as realidades italiana, francesa e americana, paradigmáticas do debate cultural que está em curso sobre as temáticas familiares.

Podemos ser optimistas acerca do futuro da família?

As estatísticas são unânimes ao relevar como, pelo menos na Itália, a família se coloque no primeiro lugar como ambiente de segurança,  refúgio, apoio, e permaneça um dos primeiros desejos da maioria dos jovens.

Mas o que está a acontecer na França e nos Estados Unidos não faz pensar que noutros países o vento sopre para outras direcções?

Recordo que a um inquérito feito pela Conferência episcopal francesa há um ano e meio, 77% dos entrevistados respondeu que deseja constituir a própria vida de família, permanecendo com a mesma pessoa para toda a vida. Assim como faz reflectir o facto de que nas prisões para menores nos Estados unidos 85% dos jovens detidos provêm de famílias sem pai. Infelizmente está-se a verificar um divórcio entre cultura e família. A primeira abandonou a segunda, depois de a ter explorado de todas as formas, a ponto que a própria linguagem se tornou uma espécie de Babel: troca-se pai por mãe, homem por mulher, e faz-se confusão entre matrimónio para todos, casais de facto que desejam ser de iure, igualdade que exige abolição das diversidades.

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19 de Setembro de 2019

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