Nota

Este site utiliza cookies...
Os cookies são pequenos arquivos de texto que ajudam a melhorar a sua experiência de navegação no nosso site. Ao navegar em qualquer parte deste site você autoriza a utilização dos cookies. Poderá encontrar maiores informações sobre a policy dos cookies nas Condições de utilização.

Confiança recíproca e diálogo
com os muçulmanos


· Aos bispos dos Camarões o Papa pede que favoreçam a coexistência pacífica para desencorajar a violência contra os cristãos ·

Alimentar «o diálogo da vida» com os muçulmanos, num espírito de confiança recíproca, hoje é indispensável para promover a coexistência pacífica e contrastar a violência da qual são vítimas os cristãos nalgumas regiões da África. Sublinha-o o Papa Francisco no seu discurso aos bispos dos Camarões, recebidos em audiência na manhã de sábado, 6 de Setembro, por ocasião da visita «ad limina Apostolorum».

Ao grupo de prelados africanos - com os quais o Pontífice retomou os encontros periódicos com os bispos de vários países do mundo (o último foi realizado em Junho com os bispos do Zimbabwe) - Francisco recomendou que perseverem no compromisso educativo, da saúde e caritativo, que vê a Igreja na vanguarda no país. Compromisso, recordou, que é «reconhecido e apreciado pelas autoridades civis» e que deve ser considerado «parte integrante da evangelização, pois existe uma estreita ligação entre evangelização e promoção humana».

Daí o encorajamento do Papa a dirigir a atenção para os mais vulneráveis e a viver de forma coerente a mensagem do Evangelho para poder contrastar «o desenvolvimento de diversas novas propostas que seduzem as mentes sem renovar profundamente os corações». Francisco convidou os bispos a ter em devida consideração «a presença significativa de muçulmanos nalgumas das vossas dioceses»: trata-se – afirmou - de «um convite premente a testemunhar com coragem e alegria a fé em Cristo ressuscitado».

No discurso, o Papa sublinhou a necessidade de formação dos leigos. E admoestou os sacerdotes contra as «tentações do mundo», especialmente o poder, as honras e o dinheiro. «Sobre este último ponto em particular – advertiu - o contratestemunho que pode ser dado por uma má gestão dos bens, por um enriquecimento pessoal ou pelo desperdício seria particularmente escandaloso numa região onde falta a muitas pessoas o necessário para viver». O Papa dirigiu um pensamento também às famílias camerunenses que hoje «vivem grandes dificuldades», com a esperança de que elas estejam sempre no centro do cuidado pastoral da Igreja.

Edição em papel

 

AO VIVO

Praça De São Pedro

22 de Agosto de 2019

NOTÍCIAS RELACIONADAS