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Com os nossos contemporâneos

· À mesa com os participantes na assembleia o Papa propôs uma reflexão sobre o significado do Sínodo ·

Bento XVI exortou a iluminar o mundo com a luz de Deus

Os trabalhos da assembleia ordinária do Sínodo dos Bispos sobre a nova evangelização chegaram a metade do percurso. Ontem à tarde, sexta-feira 12 de Outubro, foram também comunicados os nomes da comissão para a redacção da mensagem. Na parte da manhã, após a conclusão da congregação geral, realizou-se o tradicional convívio dos padres sinodais com o Papa. Na saudação improvisada no final do almoço, Bento XVI – depois de ter pedido para mudar o horário da retomada vespertina dos trabalhos, de maneira a conceder aos sinodais um pouco mais  de repouso, devido ao  inesperado prolongamento  do almoço – realçou a importância do caminho comum dos cristãos para transmitir a luz da fé em Deus para um mundo que parece desconsolado.


Santidade,

Your Grace,

queridos Irmãos,

Inicialmente, gostaria de anunciar uma graça, isto é, hoje à tarde recomeçamos não às quatro e meia – parece-me desumano – mas às seis menos um quarto.

É uma bonita tradição criada pelo Beato Papa João Paulo II coroar o Sínodo com um almoço comum. Para mim é uma grande alegria que à minha direita esteja Sua Santidade o Patriarca Bartolomeu, Patriarca Ecuménico de Constantinopla e à minha esquerda o Archbishop Rowan Williams from the Anglican Communion.

Para mim esta comunhão é um sinal de que estamos a caminho rumo à unidade e que no coração vamos em frente. O Senhor ajudar-nos-á a ir em frente também exteriormente. Esta alegria, parece-me, dá-nos força inclusive no mandato da evangelização. Synodos quer dizer «caminho comum», «estar a caminho juntos», e assim a palavra synodos faz-me pensar no famoso caminho do Senhor com os dois discípulos de Emaús, que são como uma imagem do mundo agnóstico de hoje. Jesus, a sua esperança, tinha morrido; o mundo estava vazio; parecia que Deus realmente não existisse ou não se interessasse de nós. Com este desespero no coração, e no entanto com uma pequena chama de fé, prosseguem. O Senhor caminha misteriosamente com eles e ajuda-os a entender melhor o mistério de Deus, a sua presença na história, o seu caminhar silenciosamente connosco. No final, durante a ceia, quando já as palavras do Senhor e a sua escuta tinham ateado o coração e iluminado a mente, reconheceram-no e finalmente o coração começou a ver. Assim no Sínodo estamos a caminho juntamente com os nossos contemporâneos. Rezemos ao Senhor para que nos ilumine, nos ateie o coração a fim de que se torne clarividente, nos ilumine a mente; e peçamos para que, na ceia, na comunhão eucarística, possamos realmente estar abertos, vê-lo e desta forma atear também o mundo e oferecer a sua luz a este nosso mundo.

Neste sentido, a ceia –  o Senhor considerou com frequência o almoço e a ceia como símbolos do Reino de Deus – poderia ser também para nós um símbolo do caminho comum e uma ocasião para rezar ao Senhor a fim de que nos acompanhe, nos ajude. Neste sentido, recitemos agora a prece de acção de graças.

Bom descanso, vemo-nos na Sala do Sínodo! Obrigado!

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23 de Setembro de 2019

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