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Com o Evangelho no coração das pessoas

· A propósito da visita de Francisco a Cuba ·

Durante o Consistório extraordinário do passado mês de Fevereiro, depois da minha saudação ao Papa Francisco e antes do início da sessão da abertura, o Pontífice disse-me: «Vem-me à mente uma ideia: ir a Cuba». 

Eu manifestei-lhe o meu entusiasmo a este respeito e sugeri que fosse inserido na viagem que iria realizar em Julho à América Latina para visitar Equador, Bolívia e Paraguai. O Papa mostrou uma certa perplexidade porque Cuba estava distante do itinerário previsto e também porque diversos países estavam incluídos num só percurso, que já era demasiado longo. Contudo, acrescentou: «vamos ver».

Na sessão do segundo dia, à tarde, o Santo Padre fez-me um sinal para que eu me aproximasse da sua mesa e disse-me sorrindo: «Tomei a decisão de ir a Cuba e já activei monsenhor Angelo Becciu, Cuba será unida à viagem aos Estados Unidos de Setembro». Eu respondi-lhe: «Santidade, regresso a Cuba com uma grande alegria!» e agradeci profundamente comovido. Depois daquelas palavras pronunciadas pelo Papa Francisco, cheias de afecto pastoral pela nossa Igreja, foi ainda maior a minha emoção quando lhe ouvi dizer: «É o mínimo que posso fazer por vós».

Jaime Lucas Ortega y Alamino, cardeal arcebispo de Havana

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16 de Outubro de 2019

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