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Com coragem por um Brasil diferente

· Mensagem da Cnbb por ocasião da semana da pátria ·

Uma «mensagem de encorajamento e esperança por um Brasil justo, solidário, ético e fraterno» foi dirigida pela Conferência nacional dos bispos do Brasil a toda a população do país, por ocasião da semana da pátria, que culminou no dia 7 de setembro, e em vista das próximas eleições presidenciais.

Estes dias são decisivos para a definição das candidaturas, das quais ainda está excluído o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, preso por corrupção. O seu pedido de participar nas eleições foi rejeitado pelas autoridades judiciárias brasileiras. E na semana passada, o candidato de direita, Jair Bolsonaro, 63 anos, do partido social liberal, um dos favoritos se Lula não participar, foi esfaqueado durante uma manifestação eleitoral em Juiz de Fora, no Estado de Minas Gerais. Segundo o que referiu o pessoal médico que o assiste, Bolsonaro — amplamente na liderança nas intenções de voto para as presidenciais — deverá ainda observar vários dias de repouso e tratamentos.

No documento assinado pelo presidente da Cnbb, cardeal Sérgio da Rocha, arcebispo de Brasília, pelo vice-presidente, D. Murilo Sebastião Ramos Krieger, arcebispo de São Salvador da Bahia, e pelo secretário-geral, D. Leonardo Ulrich Steiner, auxiliar de Brasília, afirma-se que não obstante o cenário de desencanto, justificado pela má conduta por parte de um grande número de atores políticos, as eleições oferecem a possibilidade concreta de mudar o rumo da Nação brasileira. «Longe de nos desencorajar — escrevem os bispos — esta realidade desafia-nos e põe-nos em estado de vigilância». A mensagem insiste sobre a «força de mudança do povo. Depende de nós, colaborar para que isto aconteça — prossegue a nota — participando nas eleições que desempenham um papel-chave na sociedade democrática. O estado democrático de direito dever ser reforçado e defendido cada vez mais, e não se conforma com atitudes como autoritarismo, fundamentalismo e intolerância. Pelo contrário, exige respeito entre as pessoas e realização dos direitos fundamentais da população, especialmente dos mais pobres e frágeis, com os necessários investimentos na saúde, educação, segurança pública e cultura».

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21 de Setembro de 2018

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