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A cientista ateu que verificou o milagre

«A Igreja queria provas científicas para uma cura e eu forneci-lhas. Não acredito em Deus, mas não posso excluir que tenha sido Ele»: falou assim, durante a entrevista à revista «Tempi», a canadense de sessenta e quatro anos Jacalyn Duffin, hematologista ateu que teve um papel determinante na canonização de Marie-marguerite d'Youville, a primeira santa deste País América do norte. «Segundo a ciência uma remissão da leucemia é possível, duas não. Aqui, depois de oito anos, a paciente ainda estava viva»: só podia ser um milagre. «O Vaticano consultou-a para a canonização?» pergunta-lhe Leone Grotti. «Não. Os especialistas do Vaticano já tinham recusado o caso. Para eles não se tratava de milagre porque, ao ler as chapas, não tinham encontrado a primeira remissão mas só a segunda. Os postulantes no Canadá ficaram furiosos, fizeram recurso e obtiveram este acordo: entregar as chapas a uma testemunha cega, ou seja eu. Quando entreguei os meus resultados, fui ao Vaticano ao processo para testemunhar com um monte de documentos e de provas. Para mim era uma questão de princípio, de ciência». Afirmando que continua ateu, Duffin conclui: «A medicina tem a culpa de ignorar a Igreja e de ter erguido um muro artificial para dividi-la da ciência. A minha identidade mudou, sou mais humilde e melhor no trabalho: aprendi a escutar melhor os meus pacientes, há coisas que me dizem que antes não ouvia porque só pensava na doença e em nada mais».

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24 de Outubro de 2019

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