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Chega de guerra e devastação

· Da Geórgia a oração do Papa pela Síria e pelo Iraque ·

Uma prece pelos povos em guerra «extenuados» pelas bombas e pela devastação, a fim de que aprendam o caminho da reconciliação, do diálogo e do perdão. Também na Geórgia, onde se encaminha para a sua conclusão a primeira etapa da viagem no Cáucaso, o Papa pensa nos «sofrimentos de tantas vítimas inocentes» nas várias regiões do mundo em que ainda existem conflitos: em especial o Iraque e a Síria. Por isso quis concluir o primeiro dia passado em Tbilisi, 30 de setembro, encontrando-se com a comunidade assírio-caldeia na igreja de São Simeão Bar Sabbae.

Com o patriarca da Babilónia e com os bispos do Sínodo desta Igreja — que recentemente se tinham reunido em Erbil, em solo iraquiano — o Papa elevou uma prece pela paz, no final da qual simbolicamente libertou uma pomba branca. «Arrancai da sua condição as vítimas da injustiça e da opressão», orou dirigindo o pensamento sobretudo às crianças, aos idosos, aos cristãos perseguidos, mas também às pessoas abusadas, sem liberdade nem dignidade, e a quantos vivem na incerteza: «os exilados, os refugiados, quem perdeu o gosto pela vida», sem esquecer «os cristãos da diáspora».

Intenções que depois ecoaram na oração dos fiéis da celebração do dia seguinte, 1 de outubro. Na festa litúrgica de santa Teresa do Menino Jesus, o Papa presidiu à missa na qual participou a pequena comunidade católica georgiana representada nos seus três ritos: latino, arménio e assírio-caldeu. Centrando a homilia no tema da consolação e da esperança, frisou «entre os numerosos tesouros» da Geórgia» o «grande valor das mulheres» que — escrevia a santa de Lisieux — «amam a Deus em número muito maior do que os homens». E a tal propósito o Pontífice salientou no país a presença de «tantas avós e mães que continuam a preservar e a transmitir a fé, semeada nesta terra por santa Nino», e que «oferecem a água fresca da consolação de Deus em tantas situações de deserto e conflito». Uma «consolação da qual precisamos no meio das vicissitudes turbulentas da vida», acrescentou. E ela encontra-se na Igreja, que «é a casa da consolação» porque o cristão «até quando padece aflições e fechamentos, é sempre chamado a infundir esperança em quantos se resignam, a reanimar os desanimados, a levar a luz de Jesus, o valor da sua presença, o alívio do seu perdão».

Sim, observou o Papa, «muitos sofrem, passam por provas e injustiças, vivem na inquietação»; contudo, «a consolação do Senhor não elimina os problemas», mas — assegurou — «dá a força do amor que sabe suportar a doe em paz». Por isso, «receber e dar a consolação de Deus» é a «missão urgente da Igreja», por causa da qual «não é bom acostumar-se com um “microclima” eclesial fechado», mas é preciso «partilhar horizontes amplos, abertos, cheios de esperança, vivendo a coragem humilde de abrir as portas e sair». Um convite que o Papa repropôs em chave ecuménica também na visita de sexta-feira ao catholicos Elias II, na sede do patriarcado ortodoxo da Geórgia. «As dificuldades não sejam impedimentos, mas estímulos a conhecer-se melhor, a partilhar a linfa vital da fé, a intensificar a oração mútua e a colaborar com caridade apostólica no testemunho comum» exortou, desejando um «novo impulso» de fraternidade para superar incompreensões e temores.

Encontro ecuménico

Oração com a comunidade assírio-caldeia 

Homilia da missa em Tbilisi

Viagem do Papa em streaming

Edição em papel

 

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Praça De São Pedro

23 de Agosto de 2019

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