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Católicos mas não muito

· Missa em Santa Marta ·

Há cristãos que param no «hall» da Igreja, ficando parados só à porta, sem entrar, para não se comprometer. É a atitude de quem se declara «católico, mas não muito», sobre a qual o Papa Francisco advertiu durante a missa celebrada na manhã de terça-feira, 28 de Outubro, na capela da Casa de Santa Marta.

No dia da festa dos santos apóstolos Simão e Judas, frisou o Pontífice, «a Igreja faz-nos reflectir sobre si mesma», convidando-nos a considerar «como é a Igreja, o que é a Igreja». Na carta aos Efésios (2.19-22) «a primeira advertência que nos faz Paulo é que não somos estrangeiros nem hóspedes: não estamos de passagem nesta cidade que é a Igreja mas concidadãos». Portanto «o Senhor chama-nos para a sua Igreja com o direito de um cidadão: não estamos de passagem, mas radicados nela. A nossa vida é ali».

E Paulo «faz ícone do palácio ou do templo», escrevendo: «Edificados sobre o fundamento dos apóstolos e dos profetas, tendo como pedra angular o próprio Jesus Cristo». «É esta exactamente a Igreja», confirmou o Papa. Porque «somos edificados sobre os pilares dos apóstolos: a pedra angular, a base, é Jesus Cristo, e nós estamos dentro».

Assim, prosseguiu Francisco, «Jesus faz a Igreja com a sua oração; com a eleição dos apóstolos; com a escolha dos discípulos que depois envia; com o encontro com as pessoas». Jesus nunca «se separou das pessoas: estava sempre no meio da multidão que procurava tocá-lo, porque dele emanava uma força que curava todos».

«Somos cidadãos, concidadãos desta Igreja», frisou o Pontífice. Por conseguinte «se não entrarmos nesse templo e não fizermos parte desta construção a fim de que o Espírito Santo habite em nós, não estamos na Igreja». Aliás, «ficamos à porta e observamos», talvez dizendo: “que bonito, isto é muito bom!”». E acabamos por ser «cristãos que não vão além da “entrada” da Igreja. Ficamos à porta», com uma atitude própria de quem pensa: “sim, sou católico, mas não muito!”».

Segundo Francisco «o mais bonito que se pode dizer do modo como se constrói a Igreja é a primeira e última palavra do trecho do Evangelho (Lucas 6, 12-19): “Jesus reza”, “subiu ao monte para rezar e passou toda a noite orando a Deus”».

A tal propósito, o Papa recordou o diálogo de Jesus com Pedro, «a coluna». O Senhor «escolheu-o, naquele momento, garantindo-lhe: “Rezei por ti, para que a tua fé não falte”». Jesus reza por Pedro. Neste diálogo, explicou o Pontífice, «Jesus reza e cura o coração de Pedro, ferido por uma traição». E torna-o «a coluna». Isto significa que «a Jesus não importou o pecado de Pedro: procurava o coração». Mas «para encontrar este coração, e para o curar, rezou».

A realidade de «Jesus que reza e Jesus que cura» vale também hoje para todos nós. «Não podemos compreender a Igreja sem este Jesus que reza e cura». Francisco concluiu a sua meditação com a oração ao Espírito Santo, para que «nos faça entender esta Igreja que tem a força na oração de Jesus por nós e que é capaz de curar todos».

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21 de Novembro de 2018

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