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Canteiro aberto

· Ao congresso de pastoral das grandes cidades Francisco volta a propor a experiência dos anos do episcopado em Buenos Aires ·

Mudar de mentalidade, dialogar com a multiculturalidade, procurar Deus na religiosidade do povo, não ignorar o grito dos pobres. São estes os principais «desafios» da pastoral nas grandes cidades que o Papa Francisco indicou na quinta-feira 27 de Novembro, aos participantes no congresso internacional realizado sobre este tema em Barcelona nos dias 25 e 26. Ao receber cerca de trinta pastores das maiores metrópoles do mundo, o Pontífice ofereceu uma reflexão baseada na própria experiência durante o ministério em Buenos Aires, convidando também a olhar para o exemplo da missão da cidade celebrada por Montini durante o seu episcopado milanês.

Partindo do pressuposto que a exigência de uma nova mentalidade é o desafio mais difícil, Francisco reafirmou que «se deve mudar», porque os tempos mudaram. E mesmo se o caminho «relativista» é o mais agradável, é necessária a coragem de uma pastoral audaz e sem receios. Em tema de diálogo, o Papa analisou sobretudo o dos pobres, dos excluídos, dos descartados. A Igreja – disse – não pode «entrar no jogo dos sistemas injustos, mesquinhos e interessados que procuram torná-los invisíveis». Porque, acrescentou, «há novas pobrezas», e se continuarmos assim «nas cidades o futuro dos pobres é mais pobreza».

A este propósito Francisco indicou dois núcleos pastorais: sair, para facilitar o encontro dos últimos com Cristo, para semear, para suscitar a fé; e estar presente, ou seja, mudar na direcção de um testemunho atraente. E em tudo isto, concluiu, é muito importante o protagonismo dos leigos.

O convite a pôr-se a caminho por novas sendas para anunciar a mensagem evangélica ao homem do nosso tempo caracterizou também as outras duas audiências concedidas pelo Pontífice na vigília da viagem à Turquia. Durante a primeira, aos participantes na plenária da Congregação para os institutos de vida Consagrada e as sociedades de vida apostólica, concedida na Sala Clementina, o Papa recordou que para conservar o «vinho novo» não se deve ter medo de «usar os odres velhos», renovando costumes e estruturas «que já não correspondem a quanto Deus nos pede hoje para fazer progredir o seu reino no mundo». Em seguida, na sala Paulo VI, unindo-se à peregrinação da família paulina por ocasião do centenário de fundação, frisou a urgência da evangelização num mundo no qual «muitos ainda esperam conhecer Jesus Cristo».

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19 de Agosto de 2019

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