Nota

Este site utiliza cookies...
Os cookies são pequenos arquivos de texto que ajudam a melhorar a sua experiência de navegação no nosso site. Ao navegar em qualquer parte deste site você autoriza a utilização dos cookies. Poderá encontrar maiores informações sobre a policy dos cookies nas Condições de utilização.

A caminho

Formam quase uma única figura as duas mulheres a caminho de Belém, representadas nesta delicada pintura de aquarela e guache sobre papel, do artista espanhol Alfonso de Lara Gallardo. Parece que os braços desenham uma estrela, raios de fogo que tocam o céu mas que, ao mesmo tempo, são projectados para a terra. 

É a nossa saudação ao ano novo, no passo – leve mas bem enraizado – de um confronto que continua, tornando-se cada vez mais denso. Um caminho que gostaria de cadenciar o diálogo como uma oração que pede, louva, exige e agradece. Um caminho em que, como escreveu Adriana Zarri, «o sentido feliz da chegada não se opõe ao sentido do caminho porque cada chegada é a etapa de uma ulterior progressão, mas cada etapa é também uma chegada ao infinito já alcançado. Então, o tender deixa de ser intolerância – fuga de – mas torna-se esperança: corrida para. E o demorar não é tempo perdido, preguiça, pantufa quente: é o descansar no ninho de Deus». Contanto que caminhemos juntos. Na narração publicada nestas páginas, a irmã Megumi, missionária xaveriana japonesa que viveu durante décadas no Brasil, antes de voltar para o seu país natal, diz-nos que todos os anos no Japão se suicidam quase vinte e oito mil pessoas. Um número assustador que revela a tragédia de uma crise profunda, filha do desespero devido à falta de vínculos verdadeiros. Começa um novo ano, na esperança de caminharmos juntos – no diálogo e no debate – conscientes de cada passo. Um caminho que a partir deste número – e durante todo o ano de 2015 – contará com uma nova página teológica dedicada à família, realidade tão central e misteriosa, «um risco belíssimo» como a define D. Vincenzo Paglia, presidente do Pontifício Conselho para a família, que dá início à reflexão. «Os negócios – recorda um personagem de Philip Roth – corriam mal, mas a família não». Estamos prontas para lhe oferecer elementos que o confirmem. (g.g.)

Edição em papel

 

AO VIVO

Praça De São Pedro

25 de Agosto de 2019

NOTÍCIAS RELACIONADAS