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Caminhar juntos

· ​Na assembleia da Conferência episcopal italiana o Papa recordou a via constitutiva da Igreja ·

Gualtiero Bassetti, Fanco Giulio Brambilla e Francesco Montenegro: eis os nomes que, por ordem de preferência, compõem a “terna” eleita conforme a normativa do Estatuto da Conferência episcopal italiana (Cei) e proposta ao Papa hoje, terça-feira 23 de maio, para a nomeação do novo presidente. O cardeal arcebispo de Perugia – Città della Pieve, o bispo de Novara e o cardeal arcebispo de Agrigento resultaram respetivamente primeiro, segundo e terceiro eleitos na segunda jornada de trabalhos da septuagésima assembleia, que iniciaram na tarde de segunda-feira 22 no Vaticano, na Sala nova do Sínodo, com uma intervenção do Pontífice. Respondendo à saudação do presidente cessante – o cardeal Angelo Bagnasco, que guiou o episcopado por um decénio ao longo de dois mandatos – Francisco improvisou um breve discurso, no final do qual convidou os que não são bispos a sair para poder encetar com os que têm direito um diálogo «a portas fechadas» que se prolongou por mais de duas horas. Um diálogo – como disse o próprio Papa antes de pronunciar o extra omnes que suscitou o aplauso dos presentes – centrado na sinceridade «como fizemos da outra vez, que foi muito bom e me fez bem», no qual «se questionam claramente, sem medo». Porque, explicou, «quando não há diálogo, quando quem preside não permite o diálogo, semeia a tagarelice que é pior».

Daqui a exortação: «Dialoguemos. No que me diz respeito, estou disposto a ouvir inclusive as opiniões que não são agradáveis para mim, mas com toda a liberdade, com toda a liberdade». Também porque, acrescentou, «segundo a mais bonita definição, o Papa é o servo dos servos de Deus. É isto que devo fazer hoje, respondendo às vossas perguntas, às vossas preocupações». No final da sessão Francisco quis que fosse entregue aos bispos o texto que tinha preparado: «é mais uma meditação do que uma introdução», assim a definiu, garantindo, foi escrita «com o desejo, somente, de ajudar a Conferência a ir em frente e, deste modo, dar mais frutos» e que foi entregue «para que a possais levar convosco, lê-la e fazer uma meditação. É um serviço», explicou.

No texto que foi entregue aos prelados fez votos a fim de «que estas jornadas sejam caraterizadas por um confronto aberto, humilde e franco. Não temais os momentos de contraste: – exortou – confiai-vos ao Espírito, que abre para a diversidade e reconcilia o que é diferente na caridade fraterna. Vivei a colegialidade episcopal, enriquecida pela experiência da qual cada um é portador e que haure das lágrimas e das alegrias das vossas Igrejas particulares».

Aliás, observou, «caminhar juntos é a via constitutiva da Igreja; a peculiaridade que nos permite interpretar a realidade com os olhos e o coração de Deus; a condição para seguir o Senhor Jesus e ser servos da vida neste tempo ferido».

Com efeito, para Francisco, «fôlego e passo sinodal revelam o que somos e o dinamismo de comunhão que anima as nossas decisões. Só neste horizonte podemos renovar deveras a nossa pastoral e adequá-la à missão da Igreja no mundo de hoje; só assim podemos enfrentar a complexidade desta época, agradecidos pelo percurso realizado e decididos a continuá-lo com parrésia».

Discurso do Papa 

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24 de Outubro de 2019

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