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​Audiência ao presidente cubano

«Uma honra. A visita mais importante de toda a minha vida»: assim o presidente da República de Cuba, Raúl Modesto Castro Ruz, definiu o encontro com Francisco realizado na manhã de domingo, 10 de Maio no Estúdio da Sala Paulo VI: a audiência, muito cordial, prolongou-se por cerca de uma hora.

À sua chegada, por volta das 09h30, o chefe do Estado foi recebido pelo prefeito da Casa Pontifícia, arcebispo Gänswein, e saudado pelos arcebispos Angelo Becciu, substituto da Secretaria de Estado, e Paul Richard Gallagher, secretário para as Relações com os Estados.

Logo a seguir teve lugar o encontro pessoal com o Papa, no Estúdio, onde Francisco o recebeu com um «bienvenido!». O presidente - como declarou aos jornalistas antes de deixar o Vaticano – agradeceu a Francisco o papel activo a favor do melhoramento das relações entre Cuba e os Estados Unidos da América; e apresentou-lhe os sentimentos do povo cubano na expectativa da sua visita à ilha programada para Setembro.

Em seguida o Papa e Castro deslocaram-se para o estúdio, onde teve lugar a apresentação da delegação cubana, composta por uma dezena de personalidades, entre as quais o vice-presidente do Conselho dos ministros, Ricardo Cabrisas Ruiz, o ministro dos Negócios Estrangeiros, Bruno Rodríguez, o embaixador junto da Santa Sé, Rodney López, e familiares do presidente.

Particularmente significativo o intercâmbio dos dons: Castro ofereceu uma medalha preciosa comemorativa da catedral de Avana - existem poucos exemplares – e um quadro de arte contemporânea, que representa uma grande cruz composta por destroços de barcas sobrepostas, diante da qual está um migrante em oração. É obra do artista Kcho (Alexis Leiva Machado), que estava presente. Ele explicou a Francisco que se inspirou no seu grande compromisso em chamar a atenção mundial para os problemas dos migrantes e dos prófugos, começando pela visita a Lampedusa. O Pontífice ofereceu uma cópia da exortação apostólica Evangelii gaudium e uma medalha que representa São Martinho no gesto de cobrir o pobre com o seu manto. O Papa observou que o oferece de bom grado, porque recorda o compromisso por ajudar e proteger os pobres, e promover a dignidade.

Pouco depois das 10h30 o presidente Castro e a delegação deixaram o Vaticano e dirigiram-se para o Palácio Chigi para se encontrar com o presidente do Conselho dos ministros italiano, Matteo Renzi. No final os dois concederam uma conferência de imprensa, durante a qual o presidente cubano, falando do encontro com Francisco, explicou que ficou muito impressionado «com a sua sabedoria e modéstia e com todas as suas virtudes. Leio todos os discursos do Papa – acrescentou – e se continua a falar assim, mais cedo ou mais tarde recomeçarei a rezar e voltarei à Igreja católica. Não brinco». Renzi falou sobre as relações entre Cuba e os Estados Unidos da América, constatando que «muito está a mudar».

Também monsenhor Becciu quis comentar a audiência. Núncio apostólico de 2009 a 2011 na ilha caribenha, o prelado numa entrevista ao «Corriere della Sera» de segunda-feira 11, falou do trabalho diplomático realizado pela Santa Sé a favor da aproximação entre Cuba e os Estados Unidos. «A Secretaria de Estado, antes de tudo o cardeal Parolin, deu também a sua contribuição ao seu interpretar do melhor modo possível as indicações do Papa. Depois, se se quiser afirmar que determinados resultados não se obtêm de hoje para amanhã, então concordo em reconhecer que a diplomacia vaticana durante os decénios desempenhou o seu papel tenaz e paciente. Agora a viragem também graças ao cardeal Ortega e aos bispos cubanos».

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23 de Agosto de 2019

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