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Atenas última paragem

· As eleições políticas na Grécia ·

Quem tem nas mãos o futuro da Europa? Existem hoje líderes capazes de se distinguir, de indicar o caminho, de tomar decisões que contam, também correndo o risco de ser impopulares? Com as eleições gregas começam dez dias decisivos para a sobrevivência da moeda única. A partida que se joga em Atenas é a partida da Europa, uma partida em que se enfrentam duas visões opostas da integração – uma fiscal e tecnocrata, e a outra política, fundada sobre a confiança recíproca – duas visões que hoje são chamadas a conviver, a encontrar uma síntese difícil mas necessária, para evitar a desintegração total do projecto comunitário.

O ar que se respira nas praças atenienses é um misto de medo, rancor e frustração. As filas diante dos multibancos alongam-se: todos procuram  dinheiro à vista, fogem dos bancos e esperam as últimas decisões das Bolsas. Todos sabem que quem quer que saia vencedor das urnas não poderá governar o país, a não ser com um projecto a longo prazo, com a coragem de fazer escolhas impopulares, com a capacidade de não se tornar a vítima inerme, que mendiga aos parceiros europeus. Nestas horas, Atenas é o laboratório do futuro da União, no qual se experimenta a passagem definitiva de um modelo de política nacional, fundado sobre critérios e ideologias do passado, para um novo modelo de política continental. Um modelo ainda por construir.

As sondagens dão como favorito o partido de centro-direita de Antonis Samaras, Nea Demokratia, vencedor das consultas de 6 de Maio com 18,8%. Favorável à permanência do país na zona euro, Nea Demokratia tinha criticado a primeira fiança internacional, quando ainda estava na oposição, mas depois aprovou a segunda. Assim, começou a fazer parte do Governo Papademos, juntamente com os socialistas do Pasok. Agora Samaras tenciona permanecer no euro, manter o memorando redigido com a troika (Ue, Fmi e Bce) e lançar um programa de crescimento baseado nos cortes aos desperdícios, na luta à corrupção e na redução dos impostos.

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25 de Janeiro de 2020

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