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Aquele sim que liberta

· Na audiência geral o Papa falou sobre a oração de Jesus no Getsémani ·

Diante do mal que nos angustia nem sempre é fácil confiar-nos à vontade de Deus

Como Cristo no Horto das Oliveiras,  «também nós temos que ser capazes de apresentar a Deus as nossas dificuldades, o sofrimento de certas situações, de determinados dias, o compromisso quotidiano de O seguir e também o peso do mal que vemos em nós e ao nosso redor». É este, para Bento XVI, o ensinamento sempre actual da oração  de Jesus no Getsémani.

Propondo este ensinamento aos fiéis presentes na sala Paulo VI na quarta-feira 1 de Fevereiro, para o encontro semanal da audiência geral, o Papa sublinhou que «a vontade humana encontra a sua plena realização no abandono total» a Deus. E a este propósito citou são Máximo, o  Confessor, para quem «desde o momento da criação do homem e da mulher, a vontade humana está orientada para a divina, e é precisamente no “sim” a Deus que a vontade humana é plenamente livre e encontra a sua realização». E se por causa do pecado, este «sim» a Deus se transformou em oposição, Jesus no Monte das Oliveiras voltou a orientar a vontade humana para o «sim» completo ao desígnio divino. Concretamente, «Jesus diz-nos que só conformando a sua vontade à divina, o ser humano alcança a sua verdadeira altura, tornando-se “divino”; só saindo de si, somente no “sim” a Deus, se realiza o desejo de Adão, de ser completamente livre», porque no Getsémani Jesus transfere a vontade humana para a divina, fazendo renascer o homem verdadeiro.

Na sua catequese o Sumo Pontífice recordou também que na oração do Pai-Nosso os cristãos repetem ao Senhor: «Seja feita a vossa vontade, assim na terra como no céu», reconhecendo que «existe uma vontade de Deus connosco e para nós, uma sua vontade sobre a nossa vida». E esta vontade — afirmou o Papa — «deve tornar-se cada dia mais a referência do nosso desejo e do nosso ser». Do mesmo modo — continuou — reconhecemos «que a “terra” só se torna “céu”, lugar da presença do amor, da bondade, da verdade e da beleza divina, se nela se cumprir a vontade de Deus». Precisamente como aconteceu na prece de Jesus ao Pai, naquela noite do Getsémani, quando «a “terra” se tornou “céu”; a “terra” da sua vontade humana, abalada pelo medo e pela angústia, foi assumida pela sua vontade divina, de maneira  que a vontade de Deus se cumpriu sobre a terra». E isto — frisou Bento XVI, actualizando o discurso — «é importante também na nossa oração», na qual «temos que aprender a confiar-nos mais à Providência divina, pedindo a Deus a força para sair de nós mesmos em vista de lhe renovar o nosso “sim”». Além disso, trata-se de uma oração que deve ser recitada diariamente, porque «nem sempre é fácil confiar-nos à vontade de Deus, repetir o  “sim” de Jesus, o  “sim” de Maria». Por isso, o convite conclusivo a pedir na oração para poder «seguir a vontade de Deus todos os dias, mesmo quando fala de Cruz, de viver uma intimidade cada vez maior com o Senhor, para levar a esta “terra” um pouco do “céu” de Deus».

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23 de Setembro de 2019

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