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Aquela voz no silêncio

· Tradicional encontro de Bento XVI com os romanos na Praça de Espanha para prestar homenagem à Imaculada ·

É o amor de Deus que pode colmar os vazios causados pelo egoísmo na história das pessoas e do mundo

O mundo de hoje tem necessidade de apreciar de novo a atmosfera daquele «momento decisivo para o destino da humanidade» no qual «Deus se fez homem». Um mistério «que se verificou no silêncio», que só no silêncio se pode reviver em toda a sua plenitude, para compreender o significado mais profundo de uma grande expressão do amor de Deus.

Circundado pelo brilho das montras que convidam os transeuntes e pelas iluminações natalícias que ornamentam as estradas elegantes da Roma do shopping, o Papa – ajoelhado no final da tarde de sábado 8 de Dezembro diante da coluna da Imaculada – invocou o silêncio, certamente «mais fecundo que o frenético agitar-se que caracteriza as nossas cidades», para fazer com que o homem possa ouvir a voz de Deus.

«O que é deveras grande – disse o Papa durante o tradicional encontro com os fiéis romanos para a festa da Imaculada na praça de Espanha – com frequência passa despercebido»; e hoje também aquele encontro entre «o mensageiro divino e a Virgem Imaculada», do qual teve início a história da salvação, não deixaria «vestígios nos jornais e nas revistas» precisamente porque aconteceu distante do ruído das nossas cidades.

Mas não era diferente na Jerusalém de então, quando Maria recebeu o anuncio do Anjo. E recebeu-o porque «estava aberta à escuta de Deus». Maria, repetiu o Pontífice, faz-nos compreender a necessidade de descer «a um nível mais profundo, onde as forças que agem não são económicas nem políticas, mas morais e espirituais», para nos pôr em sintonia «com a acção de Deus».

Pouco antes Bento XVI, durante o encontro com os fiéis para a recitação do Angelus, partindo de um escrito de Efrém o Sírio, tinha comparado o corpo de Maria com uma «terra abençoada desde o início». E ao saudar os grupos presentes na praça de São Pedro para a oração mariana, convidou a rezar pelas vítimas do furacão que assolou as Filipinas, expressando ao mesmo tempo os seus votos para que «os problemas que afligem várias instituições no campo da saúde católicas possam ser solucionados».

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22 de Setembro de 2019

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