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Aquela força silenciosa que vence o ruído das potências

· A reflexão proposta pelo Pontífice durante a audiência geral na Sala Paulo VI ·

Na pobreza de um menino que nasce manifesta-se aquela força silenciosa da verdade e do amor que vence o ruído das potências do mundo. É o sentido da reflexão sobre o Natal proposta pelo Papa na quarta-feira de manhã, 19 de Dezembro, durante a audiência geral, a última deste ano.

O Pontífice meditou sobre a fé da Virgem Maria manifestada a partir do mistério da Anunciação e indicou nas palavras de saudação que lhe foram dirigidas pelo Anjo «um convite à alegria». Uma alegria que, disse, anuncia o fim da tristeza que há no mundo por causa do limite da vida, do sofrimento, da morte, da maldade, do mal, de tudo o que «parece obscurecer a luz da bondade divina». Uma alegria evidentemente relacionada com a já próxima vinda do Senhor entre os homens.

Mas para captar o sentido desta vinda do Senhor entre os homens é necessário, admoestou Bento XVI, assumir a mesma atitude de escuta de Maria diante do anúncio do Anjo,  e, como ela mesma fez, abrir as portas ao Criador. E depois é preciso submeter-se livremente «à palavra recebida, à vontade divina na obediência da fé».  Mesmo quando nos encontramos diante da escuridão do mistério e a palavra «é difícil, quase impossível, de aceitar».

A atitude justa é de novo a que Maria e o seu esposo José transmitiram, mostrada na aceitação da resposta misteriosa que Jesus lhes deu, quando o procuravam preocupados e o encontraram imergido no debate com os mestres no Templo: «“Não sabíeis — citou o Evangelho de Lucas — que me devo ocupar das coisas de Meu Pai”».

Por conseguinte «a humildade profunda da fé obediente de Maria que aceita aquilo que não compreende no agir de Deus, deixando que seja Deus quem lhe abre a mente e o coração», é a proposta que Bento XVI faz ao homem contemporâneo para celebrar e viver com maior consciência as festas de Natal. E quis também recordar que «a glória de Deus não se manifesta no triunfo e no poder de um rei, não resplandece numa cidade famosa, num palácio sumptuoso» mas revela-se precisamente «na pobreza de um menino».

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22 de Setembro de 2019

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