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Além dos muros

· ​Na audiência à Comunidade de vida cristã da Itália o Papa exortou a buscar o bem comum ·

Com o estilo inaciano do «contemplativo na acção», o cristão eve comprometer-se em primeira linha na política e no social, sujando as mãos para buscar o bem comum e permanecer ao lado de quem sofre, com a consciência de «tocar as feridas do Senhor». E deve fazê-lo sem nunca se deixar roubar a esperança, com a certeza da graça de Deus e fazendo-se impelir pela inquietação do Espírito Santo. Foram os conteúdos essenciais das respostas dadas por Francisco às quatro perguntas que lhe dirigiram os representantes da Comunidade de vida cristã (Cvx) com a sua secção mais de fronteira que é a Liga missionária de estudantes (Lms). O Papa encontrou-se com eles na manhã de quinta-feira, 30 de Abril, na sala Paulo VI, por ocasião do quadragésimo congresso nacional, durante o qual foram apresentados também projectos concretos «para uma maior participação da Europa – explicaram – no acolhimento aos migrantes e uma geminação com os cristãos na Síria».

Na conclusão da audiência Francisco entregou também o texto de um discurso, no qual indicou à Comunidade – da qual foi assistente eclesiástico nacional na Argentina no final dos anos Setenta - três prioridades para o hoje: o compromisso a defender a cultura da justiça e da paz, a pastoral familiar e a missionariedade. Reflectindo em particular sobre a última, encorajou a manter a capacidade de sair e ir na direcção das fronteiras da humanidade mais necessitada. «Hoje – frisou – convidastes delegações de membros das vossas comunidades presentes nos países das vossas geminações, especialmente na Síria e Líbano: povos atormentados por guerras terríveis; a eles renovo o meu afecto e solidariedade». Estas populações – acrescentou – experimentam a hora da cruz, portanto façamos com que sintam o amor, a proximidade e o apoio de toda a Igreja. O vosso vínculo solidário com elas confirme a vossa vocação a construir pontes de paz em toda parte». Por fim Francisco elogiou o «estilo de fraternidade» que compromete a Comunidade «inclusive em projectos de acolhimento de migrantes na Sicília».

Ainda na manhã de quinta-feira o Papa recebeu uma delegação da Comissão Internacional anglicano-católica: «Existe um forte vínculo que já nos une – disse o Pontífice – é o testemunho dos cristãos vítimas de perseguições e violências. O sangue destes mártires nutrirá uma nova era de esforço ecuménico».

Discurso do Papa à Comunidade de vida cristã 

Discurso à delegação da Comissão Internacional anglicano-católica 

Edição em papel

 

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24 de Agosto de 2019

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